Primeiramente gostaria de agradecer a todos que se interessam por esta leitura e dizer que tudo que falarei aqui é de minha inteira responsabilidade. São minhas crenças pessoais, fruto de meus estudos e reflexões, mas que não devem ser levadas como verdades absolutas, porque nem mesmo eu as tenho desta forma.

Eu vos convido a refletir comigo, se permitindo o direito de observar pelo menos por alguns momentos, certas questões que serão apresentadas,  por uma visão diferente e talvez contraditória a sua própria visão.

Durante todo este mês estaremos debatendo este tema e gostaríamos de convida-lo a deixar seus comentários e reflexões no final do texto clicando em novo comentário e acompanhar as respostas e sugestões dos demais.

Não estranhem o fato de que teremos mais perguntas do que respostas, mais reflexões do que formulações prontas, pois as perguntas parecem contribuir mais para o aprendizado do que as afirmações. Quem de nós pode de fato afirmar alguma coisa, Quem de nós pode construir formulas inabaláveis para definir a vida e o universo, sem correr o risco de mais adiante ser desmentido, mesmo que seja parcialmente?  Será que não era este o significado de “voltar a ser como as criancinhas”, que não param de perguntar porque, porque, porque?
O Cenário Humano
Olhando o nosso mundo, as nossas experiências pessoais e das pessoas ao nosso redor ficamos tristes como estamos conduzindo nossas vidas e nossas relações uns com os outros. As pessoas se parecem mais com animais, respondendo instintivamente as situações, com explosões emocionais, paixões, ódios, criticas,  brigas e conflitos que levam ao sofrimento, a depressão, a angustia, a doença e toda sorte de males que vemos hoje.  Será que todos estão míopes?
Será que estamos condenados a viver como escravos de nossas paixões, será que o nosso papel é este mesmo, sermos reféns das emoções?
Mas olhando bem, percebemos que nem todos são assim. Muitos seres se destacaram ao longo da historia e viveram com Serenidade, domínio e firmeza, e alguns construíram grandes pontes para a sociedade, apesar de toda luta que enfrentaram, servindo de inspiração para todos aqueles que desejam aprender a vencer o as dificuldades.  Um desses grandes Mestres disse, “Na vida, tereis aflições. Mas tende bom ânimo, eu venci o Mundo”
Podemos chamar estes seres de Arquitetos Operários, porque a vida destes seres foi uma verdadeira obra, em que ao mesmo tempo em que construíram seus projetos, forjavam a si mesmos, vencendo os mais difíceis desafios humanos, deixando um legado para a humanidade.
Mas o que estes seres tinham em comum, além de uma gigantesca força de vontade e uma fé poderosa?
A mim parece que todos respeitavam a natureza e seguiam suas leis em perfeita sintonia como se fossem ao mesmo tempo os arquitetos de suas próprias vidas e operários de uma obra muito maior do que eles mesmos. Estariam eles a serviço de um Arquiteto maior, que tem a visão do todo e distribui a cada um uma parte da obra? Mas estes arquitetos operários não deixaram grandes escritos ou tratados, não formularam teorias complexas, apenas deixaram suas pegadas na areia que ficaram marcadas pelos seus passos firmes.
É sobre estes passos que queremos refletir com vocês. Entender que leis são estas que muitos deles seguiram, e que se aprendermos cuidadosamente poderão nos ajudar a reconstruir nossas vidas de forma harmoniosa, alcançando o sucesso e a felicidade que tanto desejamos.
Mas onde começa o Trabalho de construção?  O que nos leva a tomar uma decisão de mudar a nossa vida para conseguir alguma coisa?
Acredito que tudo se inicia a partir do despertar para a necessidade.
Depois vem a avaliação, o reconhecimento da situação, das possibilidades e das  dificuldades.
Por fim vem a decisão firme, que leva ao início do trabalho, e nos dá força para sustentar a caminhada até alcançarmos nosso objetivo.
Já Refletimos sobre O Despertar da Consciência, Sobre o Autoconhecimento e agora estamos refletindo sobre a Construção da obra.Entendemos que o autoconhecimento nos defronta com nossas próprias fraquezas e desafios pessoais, de tal forma que não podemos mais nos esconder.
Existem muitas maneiras diferentes de buscar este autoconhecimento como  a analise e observação pessoal,  pedir auxilio a numerologia, astrologia e outras ciências que podem revelar  o oculto, desde que, nosso objetivo seja uma busca sincera e humilde de nossas próprias fraquezas para corrigi-las.
De posse deste conhecimento nos cabe empreender esta longa jornada de reeducação, seguindo passos firmes e cuidadosos, mas avançando sempre para melhorar a cada dia. Mas precisamos ter cuidado para que esta caminhada tenha um ritmo cadenciado, a partir do próprio ritmo pessoal e da necessidade de interagir com o ritmo das pessoas e da sociedade como um todo.
Conceitos básicos das Leis Naturais do movimento


Podemos observar os ciclos naturais que repetem as experiências, evidenciam as fraquezas, e nos mostram a necessidade de nos renovarmos em busca de níveis de compreensão mais elevados a cada ciclo,  exigindo  passos firmes e progressivos.
Proponho então que me acompanhem na analise de alguns conceitos básicos das leis naturais, para que sejam degraus de nossa compreensão e  fundamentos de nossa razão. Inicialmente analisaremos cada um deles separadamente e aos poucos iremos unindo e formando uma grande teia de compreensão.
Tensão e Relaxamento

Quando puxamos fortemente a corda de um arco, criamos uma força que cresce a medida que o arco se enverga, gerando uma tremenda tensão que pode tanto partir o arco como será capaz de arremessar a flecha a uma velocidade espantosa. Após finalmente soltarmos a flecha, esta recebe toda tensão gerada no arco que se converte em velocidade e força em direção ao seu alvo. Ao mesmo tempo, surge um repentino relaxamento da mão e da corda, como um alivio para a tensão anteriormente gerada.

Isso nos ensina que quando a dor vem,  não devemos tencionar ou resistir. O melhor a fazer e deixar a dor se estabelecer ate atingir seu ápice, quando então começa a declinar.  Se conseguirmos suporta-la, chegara o momento do alivio e solução da tensão extinguindo a causa. Quando resistimos, pioramos seus efeitos e nos contraímos quando ela fica mais forte, justamente no seu ápice, quando inicia o declínio. Diz a musica de Lulu Santos que “A vida vem em ondas”.  Então, se existe o momento do conflito, também haverá o momento do relaxamento. Relaxar faz a gente lidar melhor com a situação de conflito e crise. Por isso o Mestre aconselhou: “Não resistas ao mal”.  A resistência na presença da força contrária, neste caso aumenta a tensão e pode levar ao choque ou ruptura.
A mesma ideia poderia ser aplicada a toda situação de conflito e pressão. Se soubermos controlar nossa ansiedade e suportar a situação difícil, mantendo o equilíbrio e controle, nos encheremos de forca para atuar no melhor momento, quando a forca oponente estiver esgotada. O Sábio proverbio aconselha “Descansar na paixão e agir na razão”
O Stress

O termo estresse foi tomado emprestado da física, onde designa a tensão e o desgaste a que estão expostos os materiais, e usado pela primeira vez no sentido hodierno em 1936 pelo médico Hans Selye na revista científica Nature.

O Stress é fruto de uma elevada tensão mantida sobre um objeto, ou mesmo sobre uma pessoa sem que haja um intervalo de relaxamento. É como se a corda fosse puxada indefinidamente sobrecarregando o arco até que ele se rompa.
O estresse pode ser sentido em diversas situações onde haja ansiedade ou depressão devido à mudança brusca no estilo de vida ou a exposição a um determinado ambiente de esforço interno ou externo, que leva a pessoa a sentir um determinado tipo de angústia.
A Dança dos Opostos

Percebe-se então a importância de saber combinar Tensão e Relaxamento, Ação e reflexão. Ouvir e refletir, aprender e realizar. A mola que se comprime e oprime, quando se solta gera movimento e reação contraria. Percebemos que talvez as tensões de nossa vida sejam molas que agem sobre nós para produzir reação e movimento e nos tirar da confortável inercia. Permanecer na oposição gera tensão crescente e conflito, mas permanecer na inercia gera degradação. É melhor então deixar o oponente esgotar sua força para depois então agirmos.

O Compasso

Um compasso musical é uma forma de dividir quantitativamente em grupos os sons de uma composição musical, com base em pulsos e repousos. Os compassos facilitam a execução musical, ao definir a unidade de tempo, o pulso e o ritmo da composição ou de partes dela. Os compassos são divididos na partitura a partir de linhas verticais desenhadas sobre a pauta.

A Frequência

A frequência é uma grandeza física que indica o número de ocorrências de um evento (ciclos, voltas, oscilações etc) em um determinado intervalo de tempo. Podemos medir o tempo decorrido para uma oscilação. Esse tempo em particular recebe o nome de período (T). Desse modo, a frequência é o inverso do período. Por exemplo, se o coração de um bebê recém-nascido bate em uma frequência de 120 vezes por minuto, o seu período (intervalo entre os batimentos) é metade de um segundo.

O Ritmo
Ritmo vem do grego Rhythmos e designa aquilo que flui, que se move, movimento regulado. O ritmo está inserido em tudo na nossa vida.As vibrações mais baixas impõem o ritmo das mais altas. Os Instrumentos de percussão determinam o ritmo das musicas porque predominam sobre os demais, assim como atividades rotineiras marcam o ritmo de nossas vidas e controlam o ritmo dos pensamentos e das emoções. Quem estabelece o ritmo esta no controle.
“A repetição dos atos gera o hábito, o habito gera o carácter, e o carácter faz o destino”

O curso do rio segue o compasso e o ritmo da natureza assim como professor em sala estabelece o ritmo do aprendizado e conduz seus alunos entre o relaxamento da reflexão e o exercício da prova.
É a vontade enfim que se fortalece e mantem a força da concentração no seu próprio ritmo. Sem a forca da vontade somos reféns dos outros ritmos e nos estressamos.
Os Marcadores do Ritmo em nosso organismo



O Coração é o marcador principal, aquele que estabelece o ritmo primário. É ele quem estabelece a cadencia do funcionamento do nosso sistema. Os demais ritmos são desdobramentos do ritmo cardíaco e estão em perfeita sintonia com ele.







Enquanto o coração estabelece  o ritmo de trocas internas.

O Pulmão trabalha o ritmo de todo o sistema e influencia o ritmo como realizamos nossas trocas externas com o meio. Ambos estão profundamente entrelaçados e a mudança de ritmo em um afeta rapidamente o outro.
 Cada um tem o seu Ritmo Pessoal
uma cor, um tom, um frequência, Forças e Limitações. Precisamos reconhecer e respeitar nosso ritmo. Quando Interagimos com o ritmo dos outros e do meio e somos levados ao stress.  Precisamos aprender a entrar e sair deste processo e retomar o nosso ritmo.
A Noção de Ordem

Um Passo de Cada vez, Um lugar para cada coisa, cada coisa no seu lugar. Esta parece ser uma das leis importantes do processo de construção das realizações que transcendem os planos das ideias e criam formas que podem ser compartilhadas e compreendidas por todos.  A ordem representa um padrão reconhecido por todos e que uma vez estabelecido precisa ser respeitado para que os relacionamentos tenham uma referencia comum. A desordem é a ordem de cada um em conflito, onde cada qual segue seu próprio padrão de ordem. O relacionamento humano exige esta ordenação convencional que seja capaz de proporcionar ampliação de compreensão e entendimento.

Caminhar Passo a Passo

Existe grande diferença entre marcar passo e o trabalho de construção passo a passo. É como subir uma escada, um degrau de cada vez.  O Ato de Subir representa o Sacrifício de dar um salto.  É o momento de fazer o esforço, O momento da Tensão. Concentrar toda energia em cada uma das etapas do processo. Um passo de cada vez . Existem passos que devem ser dados antes de outros.  É uma questão de Ordem. Se atropelamos as coisas colocamos a carroça na frente dos burros.



O Tempo necessário para qualquer construção

Há um tempo de Preparar a terra, um tempo de Plantar, de cultivar e um tempo de Colher.  Tudo do mundo material precisa de um Tempo para ser realizado.  Não se pode colher sem plantar, não se pode plantar sem um preparo da terra. A precipitação destrói todo trabalho realizado. Toda construção precisa respeitar o tempo que o ambiente e  que  cada pessoa necessita para se adaptar ao processo de mudança.

Os Ciclos naturais
Os ciclos são repetições continuas e indefinidas dos ritmos e compassos. Os ciclos repetem todo o processo, como uma maquina em funcionamento continuo. Existem os ciclos pessoais, os ciclos dos outros, e também os relacionamentos entre nossos ciclos e os ciclos dos outros.  Além disso existem ainda os ciclos do meio e da natureza, os ciclos universais.
Os ciclos se inserem dentro de outros ciclos maiores.  A repetição continua de situações que favorecem ou desfavorecem nossas características pessoais que podem ser habilidades ou fraquezas que serão iluminadas a cada ciclo.
 A Transformação Libertadora
O conhecido é algo estabilizado, uma zona de conforto onde sabemos os resultados e podemos manter nosso modo de ser e agir. Transformação é a mudança da forma, dos hábitos e comportamentos conhecidos, mudança dos ritmos. Temos Medo do Desconhecido, mas ele é a nossa única saída.
Quanto mais tempo permanecemos na zona de conforto maior é a tensão que criamos entre nós o meio e o próprio Universo, que não para de se expandir.


A Melhoria Continua

Existe uma tecnica em gestão de projetos, chamada PDCA, que são as siglas em inglês de Plan, Do, Check e Adjustmente, que significam Planejar, Executar, Controlar e ajustar. O PDCA é a essência de todo processo, que nada mais são do que pequenas etapas de uma grande obra. A medida que cada processo é concluído ele é avaliado e melhorado produzindo assim uma melhoria continua em todo o projeto. Os ciclos repetidos da natureza se assemelham muito a ideia do PDCA, que na verdade foi inspirado na natureza. Esta é a essência do conceito de Qualidade total que ganhou vida no Japão e se espalhou pelo mundo gerando os diversos níveis de certificação que hoje são exigidos das grandes corporações.



A Escada em Espiral

Percebam que uma espiral nada mais é que uma escada. O ciclo vicioso se tornou um ciclo virtuoso, onde a cada afinal de ciclo a criatura que percorre este caminho encontra-se um nível acima do ciclo anterior. Como as coisas acontecem gradativamente, as vezes nem nos percebemos das mudanças que aconteceram dentro de nós, mas quando nos deparamos com as mesmas situações e nos damos conta da forma como lidamos com ela, ficamos surpresos como se tivéssemos dado um saldo quântico.



Reflexões Finais
Vamos então fazer uma síntese de tudo o que analisamos até aqui e ligar as ideias de forma a nos trazer compreensão.
Começamos falando das dificuldades humanas em lidar com suas próprias forças internas, mas lembramos dos grandes Seres que se destacaram justamente por terem demonstrado absoluto autocontrole e com isso conseguiram construir obras de grande importância deixando um legado para a sociedade.
Em seguida verificamos que as dificuldades são como tensões que nos afetam e nos tiram o equilíbrio. Na ânsia de nos libertarmos destas tensões, agimos precipitadamente e na maioria das vezes rompemos as cordas dos relacionamentos, gerando conflitos, agressões, depressão, tristeza e toda sorte de problemas que acabam se refletindo na nossa própria saúde física, mental e emocional.
Verificamos também que estas tensões surgem como ondas, nascem de uma causa desconhecida para nós, atingem o seu ápice e depois declinam, mas se não resolvermos suas causas, elas retornam novamente em outro tempo nos pegando desprevenidos, formando ciclos viciosos e ficamos marcando passo. Estes ciclos de ondas consecutivas parecem repetir a natureza, e vimos que tudo tem uma frequência, um compasso e  ritmo formando uma ordem que se assemelha muito com a natureza das estações do ano.
Então, se soubermos controlar nosso próprio ritmo e nos ajustar ao ritmo da natureza, poderemos nos fortalecer e nos preparar para enfrentar as dificuldades, surfando nestas ondas, aceitando seus efeitos e plantando novas causas, aguardando o tempo entre o plantio e a colheita.
Mas o que não percebemos ainda é que é que o que acontece do lado de fora nada mais é do que uma expressão daquilo que esta dentro de nós mesmos.
E uma expressão daquilo que somos de fato e que exteriorizamos através de palavras, atos, preferencias, comportamentos. Um é a causa e a outra o efeito. Mas também o que expressamos acaba por ser a causa do que acontece em nosso interior, formando um entrelaçamento perfeito e continuo, onde a causa torna-se o efeito e vice versa.
O que dificulta nossa ligação entre causa e efeito são dois fatores predominantes no mundo da expressão, que são o tempo e o espaço. A mente objetiva não consegue estar ao mesmo tempo em dois lugares ou épocas simultaneamente, e na maioria das vezes, causa e efeitos estão separados por tempo e espaço.
Então precisamos aprender a fazer esta dança e oscilar entre as posições de agente e observador. O agente expressa, o observador busca a essência por traz da expressão.  Um é ativo o outro é passivo, mas a consciência deve estar presente em ambos os momentos. Esta alternância precisaria ser feita gradualmente e não abruptamente para que haja um encontro entre ambos os estados.

É muito importante este ponto, porque todos temos dentro dentro de nós estas duas naturezas, representados pela figurar do arquiteto e do operário. O arquiteto é a nossa natureza criativa e sistêmica, que gosta de ver as coisas como um todo como um observador atento, e a partir das observações tem novas ideias para aprimorar a obra. As ideias não param de chegar e uma ideia leva a oura. Já o operário, é a nossa parte disciplinada, capaz de executar uma tarefa passo a passo exatamente como estava nos planos do arquiteto. Enquanto se constrói na o se cria, pois o ato de executar uma tarefa fecha as percepções da mente, focando a atenção na tarefa que esta sendo realizada. Aqui vale lembrar o velho jargão usado pelos patroes, que soa arrogante mas no fundo retrata uma realidade pratica : ” Você não é pago para pensar e sim para fazer”

Mas e quando nós mesmos somos ao mesmo tempo o Arquiteto e o operário, pois  temos uma ideia de um trabalho e em seguida precisamos realizar a construção da ideia ?  É ai que precisamos aprender a dançar entre os opostos, entrar e sair do projeto harmoniosamente.  Se as ideias não vem, saímos para fazer outra coisa, tomamos um café, ou coisa assim e incorporamos novamente o arquiteto, que logo que tem as ideias anota direitinho e volta a ser o operário.

Quem consegue estabelecer esse ritmo pessoal na vida pode escolher o que entra e o que fica fora do seu universo. Então nada poderá mais perturba-lo e roubar sua paz, porque conseguiu o controle do seu ritmo. Você simplesmente reconhece suas limitações e diz: Ainda não estou pronta para isso, não quero isso na minha vida.
Seu mundo vai ficar do tamanho que você pode controlar e sentir seguro, mas você vai se sentir bem. A medida que você desenvolve novas potencialidades e adquire maior controle de si mesmo, você pode ir aceitando novos desafios e vai aumentando aos poucos o tamanho do seu mundo, até que você se torne um Maestro de diversos relacionamentos e ritmos. 

O Maestro regendo a sua Orquestra

A construção é um fato que acontece a medida que se realiza. Não se pode construir nada com antecedência. Podemos conceber um projeto na mente, imaginar cada detalhe da obra, ter tudo bem planejado, mas nada acontece antes da ação e do trabalho. E por melhor que sejam nossos planos, a execução tem sua própria dinâmica. A obra uma vez iniciada ganha seu próprio ritmo e os teóricos se surpreendem quando decidem realiza-la, pois não se pode prever as reações do meio. Se não tomarmos a inciativa e mantemos o ritmo do trabalho, nada se realiza.

Na prática, precisamos entender que não estamos sozinhos e que fazemos parte de uma grande dança com vários parceiros e que o principal deles é o próprio Universo, pois em suma, somos parte de uma grande vida. Talvez se seguirmos o ritmo que nos mostra a natureza poderemos realizar coisas mais perfeitas. Ao plantar a semente, precisamos antes preparar o terreno e escolher uma boa semente. Mas após isso temos que aguardar o universo fazer sua parte, e só então será nossa vez de agir novamente. Assim como nada acontece se não tivermos a iniciativa de plantar a semente, ou seja, tomar uma decisão e fazer alguma coisa, não adianta acreditar que tudo depende apenas de nós. 
Se fizermos direitinho as coisas e aguardarmos o tempo certo, em breve virá uma resposta que cobrará uma nova atitude nossa, como em um jogo de frescobol, você joga a bola para o parceiro e fica aguardando ele devolver. Mas se você não sustentar o ritmo, agindo com firmeza na sua vez de jogar e aguardando com paciência quando a bola está com o Universo, o jogo não flui. Ou então se se você se cansar e desviar o olhar, pode ser que a bola retorne e você não estará lá para receber.
Mas se queremos nos inspirar nos ciclos da natureza devemos nos lembrar que após o amadurecimento vem a colheita e a consequente distribuição da safra colhida. Não é comum um agricultor plantar uma única arvore para seu sustento pessoal. Geralmente os frutos da colheita são distribuídos ou comercializados e muitos já estão aguardando estes frutos para o sustento de suas famílias. Portanto, parece claro que este jogo de receber e dar inclui outros participantes e que somos instrumentos do grande sistema natural e à medida que esvaziamos a nossa taça nos preparamos para enche-la de novo, ou seja, ao colhermos os resultados e compartilharmos, deixamos o terreno pronto para uma nova necessidade que nos levará a buscar na fonte natural e começar um novo ciclo. O professor precisa ser um aprendiz para então ensinar o que aprende, o aluno precisa ser sedento de conhecimento para solicitar ao professor uma resposta, que este terá que buscar na fonte do conhecimento, e ao responder, muitas vezes aprende de novo. 
E assim, como um maestro ele sustenta os diversos ritmos dando e recebendo, planejando e construindo, despertando o interesse, respondendo e perguntando. Mas como sustentar os ritmos sem sustentar primeiro seu próprio ritmo pessoal?
Penso que o primeiro passo é aprender a controlar os marcadores do ritmo da nossa natureza física, pois é através deles que podemos controlar o ritmo de nossas emoções de nossos pensamentos.  Afinal de contas, somos em síntese aquilo que pensamos e sentimos, e se pudermos ter controle sobre isso, teremos domino daquilo que iremos fazer e poderemos empreender uma obra consistente e grandiosa.
O coração é o responsável pelo controle de todo o processo do nosso sistema e o ritmo de suas batidas determina nosso estado físico mental e emocional.  Controlar o coração diretamente é mais difícil e de certa forma bastante perigoso para um iniciante.
Mas o pulmão está intimamente ligado ao coração, e temos como controlar o ritmo de nossa respiração, afetando assim todo o sistema.
Outra coisa que afeta bastante o nosso ritmo pessoal são os nossos músculos voluntários.  O coração atende as necessidades musculares e quando estes se contraem ele acelera para fornecer mais sangue, e quando se relaxam ele reduz o ritmo de suas batidas.
Comecemos então pelos músculos voluntários, aprendendo a relaxa-los. Os artistas fazem isso antes de entrar em cena para vencer o nervosismo e a ansiedade, os lutadores de artes marciais fazem isso e muitos outros profissionais que precisam de calma exercitam o relaxamento muscular.
Exercício Prático de Relaxamento.
O exercício é simples e dura alguns minutos. A técnica consiste em sentar em uma cadeira confortavelmente, com as costas encostadas no espaldar da cadeira e a coluna ereta e as mãos repousadas sobre as coxas e feche os olhos. Em seguida começamos a pensar nas partes do corpo, começando pela cabeça e indo até os pés, por uma questão de ordem natural. Ao pensar na parte do corpo, por exemplo, a face do rosto, deve-se demorar um pouco e procurar sentir aquela parte do corpo até que ela fique relaxada. Em seguida descemos para outra parte, por exemplo, o pescoço, depois os ombros, os antebraços, os braços, as mãos, o tórax, o abdômen, o ventre, os quadris, as coxas, as pernas e os pés.
Mas aos poucos vamos abrindo os olhos.. espreguiçando os músculos e voltando ao nosso ambiente, agora renovados por esta paz profunda…
Se preferir coloque uma musica suave e uma luz calma para facilitar, mas não é imprescindível, e quanto menos depender de recursos externos, mais facilmente poderá repetir este exercício em qualquer local. Aos poucos irá surgindo uma profunda serenidade e uma clareza mental, que irá se tornando um habito. Se fizer esse exercício antes de dormir não haverá mais insônia que resista.
Se fizermos este exercício diariamente, aos poucos nosso corpo vai se tornando dócil e inicia o relaxamento quando começamos a pensar nele e chegaremos a conseguir isso em poucos segundos. Desta forma seremos capazes de conseguir este relaxamento e uma consequente calma em meio a situações de conflito e stress emocional. Com o tempo, nem precisaremos mais de fazer o exercício, pois nosso corpo se tornará relaxado com um simples desejo e a calma será nossa companheira de viagem.
Uma vez atingido este estágio de harmonia interna, podemos então realizar outros exercícios mais avançados, como visualizações criativas e outros que nos permitirão não apenas lidar com as situações de stress, mas despertar nossas energias internas  adormecidas e nos tornar seres cada vez mais felizes e realizadores.
Então, vamos colocar mãos a obra?
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