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Simplicidade, Leveza e Relevância

CONDUZINDO O GADO VERMELHO

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Peixes

Décimo Segundo Trabalho

CONDUZINDO O GADO VERMELHO

0 guerreiro é mandado para Eritréia, onde a grande ilusão mundial ainda domina e onde Gerião, monstro de três cabeças e três corpos, é senhor. Gerião mantém, ilegalmente, sob seu poder uma manada de gado vermelho-escuro. A tarefa proposta a Hércules é conduzir esse rebanho do seu lugar de origem até a Cidade Sagrada, que, em parte, ele já conhece de trabalhos anteriores.

0 Instrutor interno faz ressoar dentro dele a recomendação de que tenha cuidado com o pastor Euritião e com o seu cão de duas cabeças. Segundo o Instrutor, para lidar com ambos é necessário invocar a ajuda de Hélius, que só é encontrado nos planos interiores da vida. Trata-se, aqui, portanto, de uma tarefa das mais sutis.

Dentro de si, Hércules se oferece a Hélius, tido na mitologia como o deus do fogo, que habita o interior do Sol. Um conhecimento interno lhe revela que, em certa etapa da evolução da consciência humana, foi necessária a ajuda de determinada substância, vinda do centro do Sistema Solar, para que um núcleo de consciência superior fosse criado dentro do nosso ser. Com esse núcleo, feito de vibrações solares, nasceu a alma (o eu superior) nos homens e, assim, pôde haver uma síntese, ou seja, a integração da consciência cósmica com a consciência terrestre.

Apelar para esse ser solar que existe em nós é imprescindível, quando se trata de enfrentar tarefas que exigem qualidades especiais. Hércules volta-se para o centro da sua própria consciência e, desse modo, no interior de sua essência, contata essência ainda mais vasta. Após sete dias de recolhimento, uma dádiva lhe é concedida: um cálice de ouro cai diante de seus pés. Esse objeto brilhante, nunca visto, vai capacitá-lo a atravessar mares e desertos. Sob a proteção segura do cálice de ouro e com as recomendações do seu Instrutor interno, o salvador Hércules navega até Eritréia e lá desembarca.

Depois de caminhar durante algum tempo, chega a uma pastagem onde um gado de cor vermelha se alimenta, sob a guarda de Euritião e o seu cão de duas cabeças. Este, ao ver Hércules aproximar-se, investe contra ele, mas acaba sendo morto com um golpe certeiro do herói. Amedrontado, o pastor Euritião percebe o poder daquele ser e implora-lhe que lhe poupe a vida. O herói acata-lhe o pedido e começa a conduzir o gado cor-de-sangue em direção à Cidade Sagrada.

Esta tarefa de transportar o rebanho exige muita paciência e uma vontade férrea. Assim, o guerreiro iluminado pela alma volta definitivamente sua face para a meta empreendida e não tira sua atenção de lá. Entretanto, inesperadamente, o monstro de três cabeças e três corpos, chamado Gerião, alcança Hércules no caminho e ataca-o. Este, numa reação instantânea, com uma só flechada, perfura-lhe os três corpos.

Novas dificuldades aguardam Hércules durante o trajeto: um feroz lutador ameaça-o e um gigante atira-lhe uma pedra de várias toneladas. Mas de tudo isso ele escapa. Tem a proteção do cálice de ouro, dádiva do Sol, e nada é impossível para essa essência extraterrestre.

Por várias ocasiões o herói tem de abandonar o rebanho para ir buscar alguma rês desgarrada; no decorrer do caminho, em sua última tarefa, Hércules às vezes perde a direção (dado que ainda não é um ser perfeito), mas sempre a retoma com a ajuda interna do seu Instrutor. Assim, segue por altas montanhas e caminhos estreitos e perigosos.

Embora o gado se distraia, constantemente atraído por acontecimentos externos, o equilíbrio é mantido e o rebanho todo conduzido para o esperado destino.

Eis a reta final dos Trabalhos. As luzes da Cidade Sagrada estão ficando cada vez mais próximas, e lá o gado vermelho deverá entrar, para finalmente transformar-se. O poder transformativo é típico desse local extraordinário.

“Seja bem-vindo! Agora você sabe que é imortal”, diz-lhe o Instrutor, à porta da Cidade. No decorrer dos doze Trabalhos, Hércules conquistara seu próprio lado humano e assumira sua essência divina. Agora, tudo isso convive dentro dele, aguardando uma unificação ainda mais perfeita em um ciclo futuro. Na Cidade Sagrada, que é sua próxima morada, ele poderá ficar por algum tempo, até que chegue a hora de partir para esferas de existência mais amplas.

O Instrutor continua transmitindo-lhe idéias. Diz-lhe que seu nome está escrito no firmamento, que sempre estivera lá ao lado das estrelas mais gigantescas, mas era preciso que ele o identificasse. A Via-láctea, que agora Hércules vê constantemente diante de si, é símbolo do destino imortal de todos os seres humanos que decidem caminhar como ele.

Dos símbolos apresentados neste mito, Gerião, monstro que Hércules mata, representa a humanidade não-iluminada. Os três corpos do monstro simbolizam a consciência física, emocional e mental humanas, unidas contra as energias evolutivas. Através do orifício feito com a flecha em cada um desses corpos, penetra no seio da humanidade uma nova corrente de vida. Ao ser “morta” poderá revelar o que realmente é: manifestação da vida divina.

O pastor Euritião representa a mente humana, e o cão de duas cabeças, sua natureza dual. A mente (que depois se torna uma colaboradora) à princípio é o cão de duas cabeças e depois é Euritião, o pastor. Todas essas figuras simbólicas nos dizem a mesma coisa, em diferentes graus A ilusão mental apresenta-se sob diversas formas, porque, assim, de alguma maneira consegue prender o homem que ainda está na escuridão. À medida, porém, que a personalidade se vai elevando, a luz ilumina-lhe o caminho, e ele finalmente vê.

Lembrando-nos da morte da rainha guerreira e dos centauros, em Trabalhos anteriores, caberia aqui uma indagação: como pôde Hércules matar, neste estágio evolutivo em que se encontra? Não havia ele decidido jamais fazer isso? Na verdade, a noção de matar pertence ao mundo da mente comum; quando transcende o nível onde tempo e espaço são tidos como finitos, o homem ingressa em um estado de consciência no qual nem a morte nem o nascimento existem, assim como nós os concebemos; nesse estado, o tempo é uma eternidade e o espaço, multidimensional. Nesses níveis superiores ninguém morre. Aquele que acaba de desencarnar na Terra é tido aí como um recém-nascido — pois está chegando ao níveis sutis após um estágio nos planos mais densos da vida, que são o físico, o emocional e o mental. Portanto, em termos do ponto evolutivo já alcançado pela consciência de Hércules não existe matar, mas eventualmente servir de instrumento para que uma vida que estava prisioneira da matéria se liberte e tenha a oportunidade de vivenciar outros planos de existência.

Extraído do livro HORA DE CRESCER INTERIOMENTE. Trigueirinho.

Ouvimos sobre o fracasso do Cristianismo. Não vejo fracasso em lugar algum no Grande Plano. Talvez lentidão, mas vocês sabem quão desastroso seria se a evolução fosse muito rápida, quão perigoso seria se as pessoas fossem super-estimuladas antes de estarem prontas? Todos os instrutores conhecem os perigos da super-estimulação, os desastres que ocorrem quando se fazem certos contatos antes que o mecanismo esteja devidamente sintonizado. Os salvadores mundiais têm de trabalhar lentamente, mas o tempo nada significa para eles. i

O termo salvador mundial esteve até agora associado com o pensamento da emergência de um grande filho de Deus oriundo da casa do Pai, chamado pela necessidade da humanidade de fazer um grande trabalho. Eles sempre vieram através dos tempos, habitaram corpos humanos, agiram através de uma natureza emocional e se mostraram extraordinariamente inteligentes. Por suas vidas, deram um exemplo a fim de que pudéssemos seguir seus passos; por suas palavras, entoaram a nota, a mensagem que a humanidade necessitava para dar o passo imediatamente seguinte. Em suas ações, deram uma demonstração de serviço, andaram pelo mundo fazendo o bem, e seus nomes ficaram conosco através dos séculos. É preciso ser uma figura muito dominante para permanecer nas mentes dos homens por milhares de anos. A maior parte de nós todos é esquecida em vinte anos.

Como pode vir o Salvador Mundial? Ele poderia vir, como já veio antes, em forma física, com sua eventuais desvantagens. Há, emergindo no mundo de hoje, novas faculdades que não se demonstravam quando ele veio antes. Somos muito mais sensíveis; estamos muito abertos, uns aos pensamentos dos outros, e se um pensador potente, como o Cristo, seja lá o que queiramos dizer por essa palavra, está em relação com os assuntos mundiais, quer-me parecer que ele poderia tentar outro método.

Em cada país encontram-se aqueles que sabem; não digo aqueles que dizem saber. Mas há um grupo de seres humanos, integrando-se agora, que não fazem ruído, que não se ocupam consigo mesmos. Estão iniciando movimentos que contêm a nova vibração, estão dizendo coisas que são universais, estão enunciando princípios que são cósmicos, inclusivos e não exclusivos, que não se importam com a terminologia que se use; insistem que o homem manterá a sua própria estrutura interna da verdade para si próprio e não a imporá sobre ninguém mais; eles se reconhecerão onde quer que se encontrem, falam uma língua universal, demonstram a luz universal, são servidores e não alimentam interesses egoístas.

Peixes rege os pés e daí a idéia de trilhar o Caminho e alcançar a meta ter sido a revelação espiritual subjacente à era de Peixes.

Peixes é também o signo da morte sob vários aspectos. A morte do corpo, algumas vezes, ou talvez alguma velha tolice tenha chegado ao fim, a devoção a alguma forma religiosa de pensamento que reteve o aspirante agora talvez acabe e este emergirá, pondo os pés em um novo caminho. É o signo da morte da personalidade.

Extraído do livro OS TRABALHOS DE HÉRCULES. Alice Bailey

Sugestão para aplicação prática desse estudo:

A-Procurar fazer o que for melhor para o Grupo.

Essa sugestão pode ser melhor aproveitada na unificação das propostas dos três últimos Trabalhos:

  1. Buscar e construir por meio das “setas” da vida, a sua verdade. Reconhecer cada parte da verdade em todas as pessoas.
  2. Assumir os serviços impessoais identificados pelas setas da vida.
  3. Resgatar de cada ser humano o melhor que nele existir.

Reflexões sobre o Décimo Segundo Trabalho

Este décimo segundo Trabalho é um dos mais simples de ser compreendido, apesar de sua enorme profundidade no que se refere ao nível de consciência que ele propõe. Inicialmente, o Mito sugere que o grande conflito humano é a ilusão dos três níveis da personalidade, o físico, o emociona e o mental, representado por Gerião, monstro de três cabeças e três corpos que mantém presa a humanidade.

Euritião, o pastor, representa a mente de cada um, que não precisa e não deve ser destruída, basta que sua dualidade seja resolvida por meio da eliminação do cão de duas cabeças, ou seja, o equilíbrio das polaridades. Esse equilíbrio é favorecido quando não emitimos julgamento quando nos encontramos diante de qualquer situação em nossa vida, quando não tomamos partido, quando não consideramos cada vivência como boa ou ruim. O Mito ensina que para não se envolver com as polaridades é necessário obter ajuda dos planos internos, da alma. Dela recebe o Cálice de Ouro que lhe permitirá ser protegido pois com o Cálice pode receber os ensinamentos/instruções provenientes da alma.

A mente utilizará o Cálice para receber a Verdade, por isso não deve ser destruída, a mente é um intermediário entre o impulso interno e sua realização no mundo material. A mente possibilita a que possamos fazer o processo evolutivo conscientemente, ao contrário do reino animal e do reino vegetal que evoluem inconscientemente, segundo ciclos cósmicos. Nosso trabalho é disponibilizar nossa mente para obediência aos desígnios internos. A mente de cada um é uma pequena parte da Mente do Mundo.

A recepção da Verdade com o Cálice nos torna Salvadores da humanidade. O décimo segundo Trabalho nos mostra que dentro do Reino humano atingimos o último degrau evolutivo quando nos tornamos Salvadores do mundo, quando assume sua essência divina e que a continuação do processo evolutivo se dará em um próximo ciclo.

Na Astrologia aprendemos que o signo de Peixes representa a dissolução da personalidade individual na personalidade coletiva como nos cardumes de peixes onde não se distingue cada componente individualmente, mas sim todo o grupo.

A sugestão para aplicação prática nos convida a buscar encontrar soluções cotidianas para que o grupo em que nos encontramos evolua, se eleve e se harmonize a cada momento. Para isso, será adequado utilizar as sugestões do nono, décimo e décimo primeiro Trabalhos.

A proposta inicial deste estudo foi de procurarmos acumular a prática de todos os Trabalho nesses últimos doze meses. Portanto, já possuímos a capacidade de continuar indefinidamente esse estudo por meio da automatização, em nosso cotidiano, de todos os ensinamentos contidos nos Trabalhos. Tal automatização nos proporcionará avanços de consciência.

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