De onde vem a energia que move as coisas e produz realização?

Observando a natureza percebemos que todo movimento vem do encontro de forças opostas.

Quando uma força é represada ela cria uma diferença de potencial e uma tensão crescente, como o arco de uma flexa.

E quando os opostos se aproximam, esta tensão pode produzir uma corrente de energia, esgotando aos poucos a diferença e tendendo ao equilíbrio.

É assim que se produz o vento, as ondas, os raios, a corrente elétrica, as hidrelétricas e tudo mais que conhecemos, até mesmo nosso corpo usa esta energia para gerar movimento e vida.

O coração contrai um ventrículo para expulsar o sangue enquanto o outro se dilata, movidos por um impulso elétrico vindo do cérebro, cujo diferencial elétrico é produzido pelo açúcar que ingerimos junto com outros fatores que transforma o cérebro em uma usina elétrica.

A vida é fruto do desequilíbrio em busca do equilíbrio, mas o equilíbrio precisa ser quebrado para gerar energia e vida.

Diante de pessoas ou de situações opostas sentimos uma grande tensão e desconforto porque gostamos do equilíbrio e do controle da situação. Mas precisamos destas tensões para motivar nossas ações.

Mas neste momento podemos ser este elemento condutor por onde o desequilíbrio pode gerar energia e resultados, motivação, razão para agir.

O que precisamos é saber dosar o fluxo de energias e jamais tentar modificar a situação oposta, mas sim tirar proveito delas gerando beneficios para ambos. Diante dos opostos precisamos cuidado e respeito porque estas forças podem nos destruir como fazem com um fio inadequado para suportar a intensidade da corrente, ou como o vento ou as águas que destroem o ambiente quando muito inensos.

Auto controle e sabedoria é a chave da realização.

A vida vem em ondas, e estas são fruto das correntes gerada pela presença de forças opostas.

Devemos sempre preservar as identidades opostas e respeita-las, pois enquanto houver oposição existirá energia motora.

Eliphas Levi disse que a Harmonia resulta da analogia dos contrários. Isso significa que eles devem colaborar em um pequeno ponto em que existe convergenia e produzir resultados para ambos, mas nunca se fundir em uma unidade, pois assim deixariam de ser complementares e não seriam úteis uns aos outros.

Fugir da oposição e da crítica é se unir aos que te aplaudem e produzem cristalização cada vez maior de suas crenças, manias e limitações, estagnado sua corrente criativa.

Mas lidar com a oposição e com a crítica requer autocontrole, sabedoria e compreensão da importância dos opostos em nossa formação como indivíduos…