Vivemos numa sociedade paternalista em que o Governo distribui benefícios para a sociedade para suprir as necessidades básicas, sabedor de que há distorções e injustiças sociais muito dilatadas. E um povo que mantem um sentimento de usufruir permanentemente desses benefícios do Governo, e mesmo aqueles que não pertencem ao grupo dos beneficiários, de um jeito ou de outro sempre procuram extrair ao máximo do Governo e pouco oferece em troca, como numa relação de filho para pai mesmo.

Se observarmos na menor parcela da sociedade que é a família, notaremos a mesma situação. Ou seja, os pais dão aos filhos tudo que tem e pode. São amorosos, se sacrificam, deixam muitas vezes de usufruir do melhor para que os filhos o desfrutem. E os filhos, pouco se importam com os pais, não percebem ou acham mesmo natural essa relação de apenas receber e pouco oferecer.

Se aprofundarmos esse entendimento, essa linha de raciocínio e o levarmos para a espiritualidade, que é o objetivo desta crônica, perguntaríamos: será que na nossa relação com o “Pai Celestial” não acontece o mesmo? Por acaso não estamos sempre usufruindo dos benefícios do Pai da vida? Alguma vez nos importamos com Ele, ou pensamos em retribuir todo amor que recebemos? Será que já percebemos esse amor alguma vez? Ou como na relação com nossos pais, nem sequer conseguimos pensar sobre isso?

E se pensamos alguma vez profundamente sobre o amor, a proteção e tudo que recebemos diariamente, já refletimos sobre o real motivo de nossas vidas? Qual propósito fomos criados e enviados? Será que viemos aqui para vivermos do nosso jeito, fazermos o que bem entendermos? Ou será que existe algum propósito em nossas vidas? Se existe, qual será?

Já que começamos essa conversa dando exemplos da sociedade, quando trabalhamos numa empresa por exemplo, recebemos uma missão, uma tarefa, temos que cumprir um determinado projeto ou meta, nosso patrão nos dá atribuições dentro da empresa. Nosso trabalho tem um propósito não é mesmo? E por que a vida não teria? Por que o Pai da vida nos enviaria a este mundo para tirar férias? Se na vida somos conhecidos pelo que fazemos no trabalho, pela nossa profissão? Não seria essa, uma maneira de Deus estar nos mostrando que o trabalho é na verdade um modelo da nossa vida, para nos lembrarmos de que viemos para “trabalhar” para o Criador e não passear?

E por que não lembramos também de fazer o nosso melhor para agradar e alegrar quem nos enviou, quem nos criou e está o tempo todo olhando por nós? O “salário” que recebemos de Deus não é muito maior do que aquele que o patrão nos dá por oito horas de trabalho? Por acaso não recebemos 24 horas de ar em nossos pulmões, de batimentos cardíacos em nossos corações?

Será que não está na hora de amadurecermos, deixarmos de ser a criança mimada que sempre fomos e olharmos para nosso PAI com outros olhos?

Deixarmos de só pedir, de só receber e começarmos a retribuir, tentar agradar ao mínimo que seja? Fazer nosso PAI sentir orgulho, tirar boas notas na escola da vida por exemplo, seria algo que o deixaria feliz.

Talvez assim, poderíamos sentir de verdade o amor de Deus, quem sabe até ouvir Sua Voz… pense nisso!

Dom Romani

Em 12/11/21

Fonte: poetanoriodejaneiro.com.br/blog

Todas as  poesias e publicações são de autoria de Dom Romani (salvo quando dado o crédito a terceiros). É uma honra e um prazer que republiquem meus poemas, poesias e textos, desde de que com os devidos créditos.

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