A psicologia humana revelada pelos números. 

A Dualidade interna

dualidade

Dentro de cada um de nós existem duas metades que veem o universo de forma totalmente diversa e oposta. Uma parte de nós quer ser única e inovadora, quer destacar-se do meio, ser reconhecida e  conquistar seu próprio espaço.

Outra parte de nós quer reintegrar-se, busca o semelhante, preocupa-se com a totalidade e quer conservar tudo em ordem e funcionando perfeitamente.  É o nossa natureza de preservação.

Estas duas forças aparentemente opostas que influenciam as nossas atitudes e comportamentos, ora predominando a iniciativa e criatividade e ora predominando a sensibilidade, delicadeza e cuidado.

Estas forças são conhecidas como  Principio Masculino ou yang, representado pelo número 1 e Princípio Feminino ou Yin, representado pelo Número 2. A a maioria das pessoas entendem que são forças fora de nós, mas a verdade é que elas são expressão da nossa psiquê, oriunda da nossa divisão cerebral, e são responsáveis pela forma dual com que vemos a realidade.

Entendo que a  busca do conhecimento destas duas forças dentro de nós é fundamental para aprendermos a concilia-las e usa-las de forma adequada e colaborativa,  realizando o melhor que podemos a partir desta harmonia dos contrários. Dizem os cientistas que as ligações entre os nossos dois hemisférios é mais fraca na juventude e mais abundante a medida que envelhecemos. Isso poderia justificar a forma mais radical e extremistas de uns e a forma mais conciliadora de outros.

Números simples  ( 1 a 9 )

Os Números simples representam a evolução da Psique humana e correspondem a princípios expressos em todas as coisas do universo, que a partir de dois princípios combinados formam todas as demais coisas. Assim todos os demais números são desdobramentos do relacionamento entre os dois primeiros.

Número 1 – Iniciativa e Liderança

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O Numero 1 simboliza o poder, iniciativa,  liderança e o comando. Ele é o símbolo da força e do desejo de exercer o controle da situação e de realizar os seus objetivos. É o impulso interior que se projeta para a realização sem se deter diante dos obstáculos. É a força de vontade. As  pessoas fortemente dominadas por estas características costumam exercer liderança e controle sobre pessoas e grupos devido a sua coragem e pioneirismo.  Os excessos podem transformar o líder num autoritário e arrogante ditador. Ele é a expressão fiel do masculino, do yang, do homem e do Pai, como primeira pessoa da trindade sagrada.

A força masculina  é impulsiva pois precisa de um início, um impulso que dispara um primeiro passo da caminhada rumo ao objeto do desejo. A força motora nasce  de dentro frente a uma necessidade que desperta a vontade. O primeiro passo é o mais importante porque abre caminho para os demais.

O impulso é imaturo por natureza, pois ele desconhece o caminho a ser percorrido e não aprendeu ainda a vencer os obstáculos, afinal ele é apenas o início da jornada.

O impulso agride a estabilidade, destrói o equilíbrio reinante, produz sofrimento e mudança, incomoda os acomodados. Frente a uma iniciativa sempre haverá resistências medos e sofrimentos por parte daqueles que não compartilham de seus objetivos.

O impulso não sabe negociar seus desejos e objetivos, pois se assim o fizesse perderia sua força inicial. É retilíneo e direto, objetivo, frio, energético e poderoso. Ele é como o poder do fogo, que sem controle destrói mais do que cria, fere mais do que realiza.

É como o raio que dispara sua carga em direção a massa negativa da terra, para estabilizar a diferença de potencial gerada pelo excesso de elétrons livres.

O impulsivo controla a tudo e a todos, mas a verdade é que sente necessidade de controlar a sua própria impulsividade, que muitas vezes destrói o próprio objeto do desejo tentando alcança-lo.

Não devemos confundir homem com masculino, e mulher com feminino, pois tanto o homem quanto a mulher tem um lado masculino e um lado feminino.

Número 2 – Sensibilidade e Parceria

mulherO Numero 2   Representa o  pacificador, habilidoso e mediador e do competente julgador. Essas nobres virtudes, quando empregadas de modo indevido, podem vir a se tornar exemplos de inseguranças, fraquezas, medos e mágoas. Este é o número do feminino, do yin, da mulher e da mãe, como segunda pessoa da trindade. A força feminina da atração representa uma resistência ao impulso porque se preocupa com a estabilidade e manutenção do equilíbrio reinante.  Busca a união, negocia com todos, evita o confronto, e se apega ao seu próprio tempo e espaço. Não busca nenhuma conquista ou expansão, deseja apenas conservar seu espaço.

O caminho é mais importante que a chegada, os detalhes mais importantes que o resultado, o agora mais importante que o futuro.

Suas formas são curvas, seus caminhos indiretos dando voltas desejando retardar a chegada sem a menor pressa, pois o que importa é curtir as delícias do caminho.

Os sentidos são aflorados. Tudo tem cheiro, sabor, aroma, luz, cor, beleza e graça. Amantes da arte, da beleza  e do prazer em curtir a vida, perdem-se na apreciação dos detalhes.

Doce, meiga, terna, tímida, infantil, imatura e suave, graciosa e dengosa. As notas serenas e calmas, o barulho das águas sobre as rochas, o cantar dos pássaros.  É desta resistência suave e natural, encantadora e sedutora que surgem o relacionamento e o tempo, que possibilitam a existência da vida, pois se os impulsos pudessem se manifestar instantaneamente não haveria o universo que conhecemos.

Número 3 – Criatividade, Alegria, e Beleza

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O Numero 3 representa o criativo e inspirador, o artista que é tocado pelo mundo das formas e da cor, e que dispõe de rara sensibilidade para manifestar o belo. Ele é o sentimental e o emotivo enamorado, que sonha mais do que faz, e que se expressa melhor por palavras do que por ações. Sonhar demais, pode levar o 3 a não terminar o que começou, deixando obras inacabadas, ao longo do caminho. Este é o número da auto-expressão, da beleza, da arte e do Filho, como terceira pessoa da trindade.

A fusão da sensibilidade com o pioneirismo produz a fertilidade, criando  rotas alternativas vencendo as resistências e dificuldades que se apresentam no caminho, como os galhos das arvores em ramificações infinitas, ou como as nascentes a jorrar sem parar.

Amantes da beleza e da arte, são artistas no palco da vida, criativos e criadores, apaixonados e temperamentais. Como um vício inebriante, as ideias são apaixonantes, coloridas, brilhantes, magnéticas, enigmáticas e cheias de formas que encantam e seduzem.

Buscam a perfeição interna pelo reflexo das formas, mas não tem tempo nem interesse para cuidar dos detalhes da obra, pois novas ideias estão chegando e nem uma gota de criatividade pode ser desperdiçada.

A confiança na capacidade de articulação cria o desprezo pela lógica, prevenção, planejamento e regras, pois sempre se pode negociar uma saída para situações complicadas. No final tudo dá certo e se não deu certo é porque ainda não chegou o final.

A expressividade e bom humor são sua marca registrada e não há situação pela qual valha a pena perder a alegria. E mesmo que haja um aborrecimento qualquer, o sofrimento dura pouco, e rapidamente retoma a gargalhada dando nó até em pingo d’água para escapar da mesmice e do aborrecimento, pois a vida é uma festa onde todos somos convidados.

Número 4 – Limites, Praticidade e Estabilidade

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O numero 4 é a expressão da racionalidade, da lógica, da rigidez e do materialismo. Ele significa cautela e segurança, a ausência da ousadia e o medo de mudanças, por absoluta aversão a ter de correr riscos. A exagerada necessidade de certeza, pode bloquear o futuro do 4, mantendo-o ancorado num porto sem mar. É o número que simboliza a casa como habitação e local de refúgio, assim como as cavernas, que abrigavam os nossos ancestrais.

As retas delimitam as possibilidades e criam um ambiente cujos resultados são conhecidos e esperados.

A forma limita as ideias e põe fim ao improviso, a repetição traz o ritmo, a cadencia e a previsibilidade e gera o habito e o automatismo que permite a multiplicação dos resultados.

A sistematização gera os processos onde aquilo que chega é modificado e gera um produto cujo resultado é esperado por todos.

O limite mantém a segurança do universo conhecido e dominado, cujas possibilidades são controladas. É pelo limite que podemos construir alguma coisa, e dar vida e forma as ideias criando a estabilidade necessária para novos passos.

É o passo a passo que permite o avanço aprendendo com o passado e projetando um futuro, estabelecendo uma cadencia e um círculo virtuoso. Nada pode ficar fora do seu lugar. Um lugar para cada coisa e cada coisa no seu lugar.

Os riscos são mapeados, cercados e controlados e as probabilidades de sucesso elevadas. Nada de aventuras ou jeitinho, Cumpridor de regras, pontual, preciso e confiável, entrega o que promete.

É a razão, sequencial, que pelo trabalho dedicado realiza um passo de cada vez, e busca a exatidão em cada passo.

É a matéria e as formas, o grande estabilizador das emoções, dos pensamentos e dos impulsos. Segurança e estabilidade são suas marcas.

A forma é a grande estabilizadora da alma. Somente ela pode nos ensinar a conter as emoções e os pensamentos e a medida que internalizamos sua estabilidade adquirimos maior domínio próprio e capacidade de lidar com a complexidade da vida sem perder nossa essência.

Número 5 – Transformação,  Liberdade e movimento

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O Número 5 é  o instigador dos movimentos, o promotor das mudanças, o inspirador dos atos de libertação. Ele é o apaixonado aventureiro que está sempre de partida em busca de novas paixões. É o número da transição, que promove toda sorte de mudanças, virando o mundo de cabeça para baixo, sempre que encontra resistências. É o simbolismo do antigo guerreiro, que saía atrás da caça, enquanto a tribo aguardava o alimento. Os excessos dessa energia poderão suscitar indesejáveis vícios e ações irresponsáveis.

A aplicação de força sobre a inercia pode mudar as situações, mas não muda sua essência. É como mover um paralelepípedo, que rola em solavancos.

Mudamos as formas externas para mudar as ideias e os sentimentos e assim ver as coisas sobre outra perspectiva.

Se o galho é rígido, o resultado da aplicação de força, pode quebra-lo produzindo rompimento com a situação, (1+4), trazendo liberdade para quem parte, mas sofrimento para quem ficou.

Mas se a força negocia e cria novas possibilidades (2+3), trazendo esclarecimento, surge a alegria e satisfação com a mudança, como um bambu que se enverga e flexibiliza diante da força aplicada sobre ele.

A mudança é como o vento, eternamente jovem, irresponsável, só existe em liberdade e em movimento. Arrasta e move tudo de lugar, inquieto e impulsivo, detesta ser contrariado e tem dificuldades de negociar suas ideias, pois não está disposto a ceder um milímetro sequer se tiver que abrir mão da liberdade ou de alguma coisa que acredita.

As viagens e as mudanças constantes fazem parte da rotina. Aliás a palavra rotina não lhe cai muito bem, pois a única certeza é a eterna mudança.

As danças e a música lhe atraem como a luz atrai as muriçocas. E como elas, cai nas armadilhas dos sentidos e das paixões, mas levanta e segue seu caminho toda vez percebe que está sendo aprisionado. Prefere o balanço das ondas do que a estabilidade da terra, que lhe causa enjoo e sofrimento. Não consegue ver a vida sem movimento, sem brincadeiras e sem alegria.

Número 6 – Romantismo e Relacionamento  

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O Número 6 é  o número da família e do amor pessoal, relacionando-se ao casamento, à vida doméstica e às responsabilidades de sustento do lar. Ele é o numero que melhor define a atitude matriarcal ou patriarcal, quando por amor, todo tipo de intromissões e de dominação, costuma justificar os excessos cometidos. Ele está, por isso mesmo, associado a teimosias e imposições de regras e padrões, com o intuito de se mostrar dono da verdade. Se o número 4 é o arquétipo da casa física, o número 6 simboliza com absoluta clareza, o lar e tudo que se relaciona com o ambiente de dentro de casa.

Enfim, a alma livre se rende ao encanto do outro e aceita unir-se em aliança para construir algo duradouro (1+5).

Os relacionamentos geram frutos, que precisam de proteção e carinho. A casa delimita o espaço e cria um ambiente controlado. A sensibilidade e o carinho conferem a cada objeto o direito de portar o sentimento que ele presenciou e aos poucos a casa se transforma em um Lar.

Os objetos impregnados das lembranças e sentimentos ganham sensibilidade (2 + 4), as formalidades e a rotina ajudam a estabilizar pensamentos e sentimentos e as paixões que se transformam em juras de amor eterno.

A rotina desenvolve os potenciais criativos e construtivos e traz prosperidade. E assim, a vida ganha sentimento e doçura, praticidade, alegria e realizações em perfeita parceria. As comemorações contagiam, e os relacionamentos com os amigos ampliam o desejo de construir uma sociedade melhor.

O romantismo tende a idealizar pessoas perfeitas, que só existem no coração, mas o que nos apaixona é na verdade aquilo que nos tornamos frente aquela pessoa e não a própria pessoa amada. E quando a máscara cai vemos a nós mesmos revelados no outro, e muitas vezes não gostamos do que vemos e passamos a critica-lo.

Os relacionamentos fazem surgir as diferenças e os conflitos interiores como espelhos projetados uns nos outros (3+3). O que antes estava guardado torna-se revelado e não há intimidade que o parceiro não saiba.

O medo da crítica e das fraquezas reveladas produz conflitos e desentendimentos, mas pode também trazer a harmonia e o entendimento sempre que o amor falar mais alto que o medo.

O divã do lar é mais poderoso que os consultórios dos psicólogos, que são procurados somente por aqueles que não souberam usá-lo.

A convivência com outro ensina a reciprocidade, mas isso exige primeiro que o ser aprenda a sintonizar sua natureza interna com a natureza do seu amado, o que requer uma dose de sacrifício de suas próprias necessidades para enxergar a dimensão do outro.

Os relacionamentos nos levam a realizar trocas. Talvez esta seja a primeira noção de justiça que aprendemos, pois sempre precisamos dar e receber alguma coisa para manter os relacionamentos vivos. A natureza tem nos mostrado que toda ação gera uma reação e que nada se perde, mas tudo se transforma.

É como em um jogo de frescobol, precisamos colocar a bolinha na raquete do parceiro e facilitar seus movimentos, assim ele vai gostar de jogar conosco. Em uma conversa também trocamos experiências, damos aquilo que temos ou sabemos e esperamos que o outro também nos dê algo em troca, que não apenas nos ouça, mas que nos devolva sua visão do assunto.

Enfim, temos a  forma aliada a sensibolidade (4+2) atuando como veículo para conduzir e dar direção às emocoes através dos sentimentos que geram os relacionamentos e os compromissos. Estes compromissos são alicercados em alianças  que dão origem a formação e sustentação da família.

Número 7 – Investigação, Ciência e profundidade

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O Número 7 é  o intelectual, o perfeccionista, o pesquisador, o solitário e o místico. Ele pode ser o monge, que se refugia num templo, ou o cientista, que se tranca num laboratório. Ele é o estudioso das ciências físicas e das ocultas, a ligação perfeita entre ciência e espiritualidade. Ele é o sacerdote do templo, o educador universitário, o arqueólogo das ruínas da história e o cavaleiro em busca do Graal. Crítico da sociedade e eterno rebelde com o que está em desacordo, ele pouco fará de prático para mudar o que julga errado. O culto aos segredos e mistérios podem levá-lo à iluminação ou torná-lo um eremita e solteirão. Ele é o símbolo do peregrino, o viajante solitário, que caminha para dentro de si mesmo.

Uma força que une Razão e imaginação (4 + 3) leva o ser a investigação cuidadosa dos fatos, buscando distinguir o verdadeiro do falso.

A concentração de mente e coração torna as pessoas extremamente eficientes e realizadoras e disciplinadas, mantendo-se no caminho da investigação.

Sem a segurança do conhecido não seria possível nascer uma nova ideia, visto que ela não teria onde se sustentar, mas também sem esta natureza inovadora e criativa ficaríamos eternamente presos na mesmice e monotonia da repetição do ritmo, indo a lugar nenhum.

O conhecimento é a mais preciosa e encantadora das conquistas e desvendar os enigmas do universo torna-se a maior ambição. E tudo que se distancie da verdade perde atrativo, levando cada vez mais um distanciamento das imperfeições humanas levando a frieza e isolamento.

O conhecimento pode despertar a vaidade e o sentimento de superioridade sobre os demais, levando ao risco do uso deste poder para manipulação dos sentimentos alheios. (1 + 6), trazendo serias consequências, iludindo a mente e atrasando a própria busca da verdade.

Mas a sensibilidade aliada a flexibilidade (2 + 5) pode ser um caminho seguro para o aprofundamento nos relacionamentos humanos preservando seu mundo interior sem perder o contato com o mundo exterior.

Aqui vemos mais uma vez a forma como elemento estabilizador, agora dos pensamentos criativos (4+3). As formas pensamento, o simbolismo que expressa ideias através das formas, que busca a comprovação das ideias através de sua realização.

Número 8 – Justiça,  Equilíbrio e Progresso

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O Numero 8 é o símbolo do progresso, da eficiência na administração e no emprego adequado dos recursos disponíveis. Ele é um número que transcende o entendimento dos menos espiritualizados que o confundem com a ambição material e com as conquistas fáceis de dinheiro e poder. A mensagem contida neste número, ao contrário do que julga a maioria, revela que sem trabalho , honestidade e justiça, os ganhos e conquistas serão efêmeros, sendo perdidos com a mesma velocidade e facilidade com que foram conquistados. Ele é o símbolo do despertar da consciência para um universo maior do que os tesouros terrestres, é o infinito cósmico, quando é um 8 deitado.

“Eu te darei a chave de Davi, o que ligares na terra será ligado nos céus.”

O que está em cima é igual ao que está em baixo, ou noutras palavras, o que está dentro se reflete no exterior e a chave para desvendar os mistérios humanos reside na observação de suas escolhas e expressões.

Quando a mente se abre para aceitar o contraditório ampliam-se as possibilidades e caem as limitações impostas pelo preconceito permitindo ver os dois lados da questão e fazendo surgir uma visão integrada da realidade.

A riqueza de experiências cria uma massa crítica que ilumina a percepção da relação entre causa e efeito, tempo e espaço, como se uma terceira visão fosse possível unindo os opostos aparentemente contraditórios, reconciliando suas metades.

Ao lidar com a valorizacao dos bens e as transacoes como contas correntes, surge a percepcao da relacao entre causa e efeito, que desperta a necessidade de justiça e equilíbrio, que  torna-se agora a grande ambição inconsciente que move o ser em busca da eficiência e da realização pratica.

A valorização das coisas externas revela a necessidade de encontrar o equilíbrio entre os mundos internos e externos. A perspectiva agora é de uma conta corrente onde tudo pode ser traduzido em débitos e créditos, onde toda causa produz um efeito e todo efeito tem sua causa, e o que foi pego será pago pela lei da justa compensação.

Número 9 – Altruísmo e Responsabilidade 

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O Número 9 é o irmão mais velho da humanidade, aquele que se preocupa tanto com os problemas alheios, que acaba por se esquecer de si mesmo. Ele é o humanitário, o altruísta e o despojado de vaidades e ambições. Nada o satisfaz mais do que ajudar o próximo a se libertar de suas fraquezas e prisões psicológicas. Se, por descaso ou descuido, ele tentar levar vantagem, em prejuízo de alguém, a consequência imediata e natural, não será outra senão as perdas e os prejuízos.

O irmão mais velho cuida de cada um e assim esquece de seus próprios males. Sua noção de família ganha dimensões sociais e sua principal preocupação é a cura dos sofrimentos alheios, reflexos das próprias limitações.

O senso de responsabilidade desperta a percepção que o mundo exterior contém mais de si mesmo do que seu pequeno universo interno. “E quem quiser ser o maior, que seja então aquele que mais serve”. E servindo aos outros ele serve a si mesmo, e curando os outros ele cura seus próprios males.

O nove também representa o termino, a conclusão e o amadurecimento.Temos a oportunidade de encerrar um ciclo, e começar outro um pouco mais fortes e sábios. É um tempo de morte e despedida, um tempo de crescimento e amadurecimento, um tempo de responsabilização pelos nossos próprios atos.

Mas sem os relacionamentos humanos não seremos capazes de compreender e desenvolver os relacionamentos espirituais. Se não amarmos as pessoas não seremos capazes de amar os mestres e a Deus.

E quanto mais cresce o amor pelas pessoas, mais aumenta o amor espiritual, porque não podemos oferecer aquilo que não temos, e se não somos capazes de amar aqueles que estão próximos e visíveis, como poderia um amor intangível prosperar e ser verdadeiro. Se não ligarmos o coração humano, não ligaremos o coração espiritual e toda caridade será incompleta.

Esses são os números dos atributos humanos, que definem e identificam a humanidade terrestre. Os 7 primeiros já vêm sendo bem entendidos e razoavelmente desenvolvidos, através dos tempos. Eles representam, atualmente, estágios já alcançados pela raça humana. Os dois últimos, porém, por serem símbolos da conexão evolutiva do homem com o Cosmos, ainda terão de ser vivenciados e praticados com maior profundidade, antes de serem corretamente interpretados. Um dia, enfim, ninguém mais irá confundir o número 8 com ambição por dinheiro e poder, nem o número 9 será visto como um número de azar, relacionado à falta de sorte.

O estudo correto desses 9 números dá-nos o entendimento perfeito da história do planeta e dos seus figurantes, a humanidade terrestre.

Existem ainda duas outras classes de números que estudaremos mais a frente, que são os números Mestres e Números Karmicos. Os números Mestres representam méritos adquiridos e os números Karmicos representam erros e débitos a quitar, lembrando sempre que nada é absolutamente fixo, tudo depende da posição do mapa e somente um numerólogo experiente pode orientar.

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