…e esse é o tema mais importante aqui: precisamos finalmente tratar a espiritualidade de forma desierarquizada. Nem mestres, nem gurus, nem médiuns veneráveis, nem sacerdotes inatingíveis. Humanos somos todos. A espiritualidade deve ser horizontal, no campo da fraternidade. Verticalidade só com Deus, o supremo. Mas Deus está dentro de nós, de todos nós.

Então chega de querer procurar salvadores, curadores, mestres, a quem nos entregamos cegamente. Qualquer tipo de relação religiosa ou espiritual que leve à submissão, à idolatria, à anulação da própria criticidade e razão, à humilhação, deve ser posta imediatamente sob suspeita. Mestres verdadeiros não querem submissão, nem obediência do outro. Querem servir, acolher, discretamente; ensinam sem espalhafato, através do exemplo e de conselhos que servem para todos. Jesus não aceitou o título de bom, Gandhi tinha horror quando o chamavam de Mahatma. Não aceitava devoção e submissão de ninguém.

Blog da ABPE

22-2Não podemos nos omitir diante dessa grave denúncia e que vai alcançando em poucos dias, o número de dezenas, em relação ao renomado médium (que nunca foi espírita, mas isso tanto faz): João de Deus de Abadiânia.

Ver o post original 1.151 mais palavras