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O mestre quando quer demonstrar uma verdade pega um instrumento material que tenha alguma analogia com ela e que possa deixar claro a ideia abstrata que ele quer ensinar, ou conta uma história que possa representá-la.

O pão representa o corpo, o sólido e concreto, a praticidade, a lei, a terra. O corpo do Cristo é onde vive e habita o espírito. Ao usar a expressão “isto é meu corpo” ele mais uma vez estava se usando como exemplo como fazia todo o tempo.

O vinho representa o espírito, o obstrato, as emoções elevadas, o amor, “o reino dos céus” dentro de nós.

E mais uma vez, se usando como exemplo ele disse “isso é meu espírito”

O mestre já havia dito que o que ligares na terra será ligado nos céus, e também que o reino dos céus esta dentro de voz, e  demonstrou ao unir o pão com o vinho que a carne sem o espírito seria dura rigorosa e sem vida, e que o vinho do espírito e do amor tornam a vida saborosa e humana e nos aproximamos de Deus.

Ao aconselhar a repetir este ato simbólico queria relembrar sempre esta relação intrínseca entre matéria e espirito, para que durante a dura rotina da vida, relembremos que espírito e matéria precisam estar tão unidos como dois amantes se entrelaçando e que o vinho do amor penetra as fibras do corpo e torna a vida mais saborosa.

Relembrar que o amor transforma as pessoas e a vida daquele que ama…

E os homens não entenderam e santificaram o pão e o vinho, meros instrumentos do ensinamento profundo do mestre…

E assim, santificando os instrumentos e o próprio mestre, nos afastamos dele e da verdade simples e clara que ele revelou, pois a própria palavra “santo” significa separado…

 

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