Estamos aqui quietinhos no nosso pequeno mundo , mas lá fora um mundo gigantesco está acontecendo e nem notamos …

Tomamos nosso café, absorvidos pelos nossos pensamentos lendo as mensagens do celular, aprisionados em nosso pequenino mundo, fechado pelas janelas e paredes de nossa própria consciência…

Então de repente paramos um pouco para refletir, serenando a mente e observamos ao redor …

Ouvimos os pássaros cantando, as maritacas em algazarra, felizes comendo os frutos das árvores, a cigarra anunciando um dia de sol, as crianças barulhentas indo para escola felizes, até o barulho dos carros passando apressados…

Tudo isso estava morto e derrepente demos vida em nossa mente. Como se fosse uma imensa escuridão para onde apontamos a nossa pequena lanterna da consciência iluminando o desconhecido…

Alguém próximo de nós inicia uma nova atividade e nos conta os detalhes, ou nos leva a participar deles pelo convívio. Pode ser por exemplo uma nova dieta, um novo estilo de vida…

A princípio relutamos e estranhamos aqueles novos valores, mas aos poucos, pelo convívio percebemos um novo mundo que vai se abrindo e até nos interessamos por algumas coisas deste novo mundo…

Entramos nele devagarinho e esperimentamos coisas novas, ainda cuidadosos, tentando proteger nosso pequeno mundo…

Mas derepente somos atraídos por algo e nos atiramos inteiros e ai somos orientados e ajudados por aquele que já vive aquelas realidades, até que aderimos definitivamente e isso agora faz parte do nosso tesouro.

Então vemos que nosso mundinho não desapareceu. Pelo contrário, ganhou mais um pedacinho de realidade e se tornou um pouco maior…

Nossa lanterna se alargou e seu foco agora ilumina um pouco mais…

Assim, através dos relacionamentos podemos ir ampliando nosso mundo e aumentando o foco de nossa consciência…

Mas quanta coisa ainda permanece obscura, porque continuamos tentando proteger nossos tesouros. Nosso coração ainda ainda está preso nos tesouros conquistados pela nossa pequena lanterna da consciência…

Ainda não aprendemos a navegar na escuridão, pois não aprendemos a usar bem a lente de nossa lanterna.

Pobres criaturas humanas que se agarram aos seus sofrimentos, dificuldades e limitações porque estas coisas representam o seu mundo e aprisionam seus corações.

Onde está seu coração aí está seu tesouro. E não importa se é bom ou não porque um coração só precisa vibrar para existir.

Bravos navegantes, aqueles que no passado se lançaram aos mares desconhecidos em pequenas embarcações, sem ninguém a lhes guiar, contando apenas com a confiança em suas lanternas. E assim ampliaram a dimensão do nosso mundo, redesenhando os mapas do nosso planeta.

Como diz o poeta, Navegar é preciso, viver não é preciso…(exato)

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Curso de Numerologia (1)