O estudo da numerologia tem despertado um interesse cada vez maior nas pessoas que buscam respostas para os mistérios humanos. A numerologia revela parte destes mistérios do nosso inconsciente através de uma linguagem simbólica se valendo dos números, que nada mais são do que símbolos que expressam de uma forma quantitativa e qualitativa as verdades universais.

Os antigos sábios sempre aconselhavam “Conhece-te a Ti Mesmo, que conhecerás todas as coisas”.  Sem este autoconhecimento, fica muito mais difícil caminhar em busca do “Altoconhecimento”  ou o conhecimento Alto, que nos possibilitará compreender a nós mesmos e as leis Universais.

Mas os números são como notas musicais, que de acordo com a posição em que ocupam, acrescentam valor e juntos  formam uma bela melodia.

Sendo assim, os números  precisam ser analisados dentro do conjunto da obra para nos ajudar a desvendar nossos mistérios. Nossa Alma traz nossa história pela eternidade e a Personalidade é a máscara que a alma veste para desempenhar sua Missão nesta vida. Eles revelam ainda os Talentos e aprendizados trazidos e os caminhos percorridos e toda a trama que será vivida para o crescimento espiritual.

É claro que somente um numerologo experiente pode ler tais informacoes e orientar corretamente a pessoa para que possa potencializar seus Talentos e resolver seus desafios.

Entretanto, em linhas gerais podemos dar uma ideia da essência simbólica dos números, sempre alertando que o seu  significado vai depender muito da posição em que eles ocupam no mapa.

Vale ainda alertar que se os números expressam uma linguagem do inconsciente, de nada adianta fazer uma mudança externa no nome da pessoa porque não mudará sua natureza interna. Neste sentido eles servem apenas para leitura e não para escrita.

A PSICOLOGIA DOS NÚMEROS

Os números são apenas símbolos de princípios universais, ao mesmo tempo que  também nos revelam  a nossa própria natureza interna. Cada número deve ser  entendido pela sua essência, refletida na sua forma, que por sua vez nos revela os princípios Herméticos em ação.  Um mapa completo pode mostrar os números da Alma, da Personalidade, dos Talentos trazidos, da Missão, e tantos outros que combinados nos ajudam a desvendar o nosso inconsciente e os nossos planos mais profundos.

A DUALIDADE INTERNA

dualidade
Dentro de cada um de nós existem duas metades que veem o universo de forma totalmente diversa e oposta. Uma parte de nós quer ser única e inovadora, quer destacar-se do meio, quer ser reconhecida e quer conquistar seu próprio espaço.
Outra parte de nós quer reintegrar-se, busca o semelhante, preocupa-se com a totalidade e quer conservar tudo em ordem e funcionando perfeitamente. É o nossa natureza de preservação.
Estas duas forças aparentemente opostas que influenciam as nossas atitudes e comportamentos, ora predominando a iniciativa e criatividade e ora predominando a sensibilidade, delicadeza e cuidado.
Estas forças são conhecidas como  Principio Masculino ou yang, representado pelo número 1 e Princípio Feminino ou Yin, representado pelo Número 2. A a maioria das pessoas entendem que são forças fora de nós, mas a verdade é que elas são expressão da nossa psiquê, oriunda da nossa divisão cerebral, e são responsáveis pela forma dual com que vemos a realidade.
Entendo que a  busca do conhecimento destas duas forças dentro de nós é fundamental para aprendermos a concilia-las e usa-las de forma adequada e colaborativa,  realizando o melhor que podemos a partir desta harmonia dos contrários. Dizem os cientistas que as ligações entre os nossos dois hemisférios é mais fraca na juventude e mais abundante a medida que envelhecemos. Isso poderia justificar a forma mais radical e extremistas de uns e a forma mais conciliadora de outros.

Números simples  ( 1 a 9 )

Os Números simples representam a evolução da Psique humana e correspondem a princípios expressos em todas as coisas do universo.  É a partir destes dois princípios que combinados formam todas as demais coisas, assim como todos os demais números são consequência da soma entre os dois primeiros. 

Número 1 – Iniciativa, Liderança e Comando

A força masculina  é impulsiva pois precisa de um início, um impulso que dispara um primeiro passo da caminhada rumo ao objeto do desejo. A força motora nasce  de dentro frente a uma necessidade que desperta a vontade. O primeiro passo é o mais importante porque abre caminho para os demais.
O impulso é imaturo por natureza, pois ele desconhece o caminho a ser percorrido e não aprendeu ainda a vencer os obstáculos, afinal ele é apenas o início da jornada.
O impulso agride a estabilidade, destrói o equilíbrio reinante, produz sofrimento e mudança, incomoda os acomodados. Frente a uma iniciativa sempre haverá resistências medos e sofrimentos por parte daqueles que não compartilham de seus objetivos.
O impulso não sabe negociar seus desejos e objetivos, pois se assim o fizesse perderia sua força inicial. É retilíneo e direto, objetivo, frio, energético e poderoso. Ele é como o poder do fogo, que sem controle destrói mais do que cria, fere mais do que realiza.
É como o raio que dispara sua carga em direção a massa negativa da terra, para estabilizar a diferença de potencial gerada pelo excesso de elétrons livres.
O impulsivo controla a tudo e a todos, mas a verdade é que sente necessidade de controlar a sua própria impulsividade, que muitas vezes destrói o próprio objeto do desejo tentando alcança-lo.
O Numero 1 simboliza o poder, iniciativa,  liderança e o comando. Ele é o símbolo da força e do desejo de exercer o controle da situação e de realizar os seus objetivos. É o impulso interior que se projeta para a realização sem se deter diante dos obstáculos. É a força de vontade. As  pessoas fortemente dominadas por estas características costumam exercer liderança e controle sobre pessoas e grupos devido a sua coragem e pioneirismo.  Os excessos podem transformar o líder num autoritário e arrogante ditador. Ele é a expressão fiel do masculino, do yang, do homem e do Pai, como primeira pessoa da trindade sagrada.

Número 2 – Sensibilidade, Sinuosidade e Parceria

A força feminina da atração representa uma resistência ao impulso porque se preocupa com a estabilidade e manutenção do equilíbrio reinante. Busca a união, negocia com todos, evita o confronto, e se apega ao seu próprio tempo e espaço. Não busca nenhuma conquista ou expansão, deseja apenas conservar seu espaço.
O caminho é mais importante que a chegada, os detalhes mais importantes que o resultado, o agora mais importante que o futuro.
Suas formas são curvas, seus caminhos indiretos dando voltas desejando retardar a chegada sem a menor pressa, pois o que importa é curtir as delícias do caminho.
Os sentidos são aflorados. Tudo tem cheiro, sabor, aroma, luz, cor, beleza e graça. Amantes da arte, da beleza  e do prazer em curtir a vida, perdem-se na apreciação dos detalhes.
Doce, meiga, terna, tímida, infantil, imatura e suave, graciosa e dengosa. As notas serenas e calmas, o barulho das águas sobre as rochas, o cantar dos pássaros.  É desta resistência suave e natural, encantadora e sedutora que surgem o relacionamento e o tempo, que possibilitam a existência da vida, pois se os impulsos pudessem se manifestar instantaneamente não haveria o universo que conhecemos.
Ele  Representa o  pacificador, habilidoso e mediador e do competente julgador. Essas nobres virtudes, quando empregadas de modo indevido, podem vir a se tornar exemplos de inseguranças, fraquezas, medos e mágoas. Este é o número do feminino, do yin, da mulher e da Mãe, como segunda pessoa da trindade.

Número 3 – Criatividade, Alegria, Arte e Beleza

A fusão da sensibilidade com o pioneirismo produz a fertilidade, criando  rotas alternativas vencendo as resistências e dificuldades que se apresentam no caminho, como os galhos das arvores em ramificações infinitas, ou como as nascentes a jorrar sem parar.
Amantes da beleza e da arte, são artistas no palco da vida, criativos e criadores, apaixonados e temperamentais. Como um vício inebriante, as ideias são apaixonantes, coloridas, brilhantes, magnéticas, enigmáticas e cheias de formas que encantam e seduzem.
Buscam a perfeição interna pelo reflexo das formas, mas não tem tempo nem interesse para cuidar dos detalhes da obra, pois novas ideias estão chegando e nem uma gota de criatividade pode ser desperdiçada.
A confiança na capacidade de articulação cria o desprezo pela lógica, prevenção, planejamento e regras, pois sempre se pode negociar uma saída para situações complicadas. No final tudo dá certo e se não deu certo é porque ainda não chegou o final.
A expressividade e bom humor são sua marca registrada e não há situação pela qual valha a pena perder a alegria. E mesmo que haja um aborrecimento qualquer, o sofrimento dura pouco, e rapidamente retoma a gargalhada dando nó até em pingo d’água para escapar da mesmice e do aborrecimento, pois a vida é uma festa onde todos somos convidados.
O criativo e inspirador, o artista que é tocado pelo mundo das formas e da cor, e que dispõe de rara sensibilidade para manifestar o belo. Ele é o sentimental e o emotivo enamorado, que sonha mais do que faz, e que se expressa melhor por palavras do que por ações. Sonhar demais, pode levar o 3 a não terminar o que começou, deixando obras inacabadas, ao longo do caminho. Este é o número da auto-expressão, da beleza, da arte e do Filho, como terceira pessoa da trindade.

Número 4 – Os Limites, As formas, Praticidade e estabilidade

As retas delimitam as possibilidades e criam um ambiente cujos resultados são conhecidos e esperados.
A forma limita as ideias e põe fim ao improviso, a repetição traz o ritmo, a cadencia e a previsibilidade e gera o habito e o automatismo que permite a multiplicação dos resultados.
A sistematização gera os processos onde aquilo que chega é modificado e gera um produto cujo resultado é esperado por todos.
O limite mantém a segurança do universo conhecido e dominado, cujas possibilidades são controladas. É pelo limite que podemos construir alguma coisa, e dar vida e forma as ideias criando a estabilidade necessária para novos passos.
É o passo a passo que permite o avanço aprendendo com o passado e projetando um futuro, estabelecendo uma cadencia e um círculo virtuoso. Nada pode ficar fora do seu lugar. Um lugar para cada coisa e cada coisa no seu lugar.
Os riscos são mapeados, cercados e controlados e as probabilidades de sucesso elevadas. Nada de aventuras ou jeitinho, Cumpridor de regras, pontual, preciso e confiável, entrega o que promete.
É a razão, sequencial, que pelo trabalho dedicado realiza um passo de cada vez, e busca a exatidão em cada passo.
É a matéria e as formas, o grande estabilizador das emoções, dos pensamentos e dos impulsos. Segurança e estabilidade são suas marcas.
A forma é a grande estabilizadora da alma. Somente ela pode nos ensinar a conter as emoções e os pensamentos e a medida que internalizamos sua estabilidade adquirimos maior domínio próprio e capacidade de lidar com a complexidade da vida sem perder nossa essência.
É a expressão da racionalidade, da lógica, da rigidez e do materialismo. Ele significa cautela e segurança, a ausência da ousadia e o medo de mudanças, por absoluta aversão a ter de correr riscos. A exagerada necessidade de certeza, pode bloquear o futuro do 4, mantendo-o ancorado num porto sem mar. É o número que simboliza a casa como habitação e local de refúgio, assim como as cavernas, que abrigavam os nossos ancestrais.

Número 5 – Transformação,  Liberdade e movimento

A aplicação de força sobre a inercia pode mudar as situações, mas não muda sua essência. É como mover um paralepipedo, que rola em solavancos.
Mudamos as formas externas para mudar as ideias e os sentimentos e assim ver as coisas sobre outra perspectiva.
Se o galho é rígido, o resultado da aplicação de força, pode quebra-lo produzindo rompimento com a situação, (1+4), trazendo liberdade para quem parte, mas sofrimento para quem ficou.
Mas se a força negocia e cria novas possibilidades (2+3), trazendo esclarecimento, surge a alegria e satisfação com a mudança, como um bambu que se enverga e flexibiliza diante da força aplicada sobre ele.
A mudança é como o vento, eternamente jovem, irresponsável, só existe em liberdade e em movimento. Arrasta e move tudo de lugar, inquieto e impulsivo, detesta ser contrariado e tem dificuldades de negociar suas ideias, pois não está disposto a ceder um milímetro sequer se tiver que abrir mão da liberdade ou de alguma coisa que acredita.
As viagens e as mudanças constantes fazem parte da rotina. Aliás a palavra rotina não lhe cai muito bem, pois a única certeza é a eterna mudança.
As danças e a música lhe atraem como a luz atrai as muriçocas. E como elas, cai nas armadilhas dos sentidos e das paixões, mas levanta e segue seu caminho toda vez percebe que está sendo aprisionado. Prefere o balanço das ondas do que a estabilidade da terra, que lhe causa enjoo e sofrimento. Não consegue ver a vida sem movimento, sem brincadeiras e sem alegria.
É o instigador dos movimentos, o promotor das mudanças, o inspirador dos atos de libertação. Ele é o apaixonado aventureiro que está sempre de partida em busca de novas paixões. É o número da transição, que promove toda sorte de mudanças, virando o mundo de cabeça para baixo, sempre que encontra resistências. É o simbolismo do antigo guerreiro, que saía atrás da caça, enquanto a tribo aguardava o alimento. Os excessos dessa energia poderão suscitar indesejáveis vícios e ações irresponsáveis.

Número 6 – Romantismo, Compromisso e Sintonia

Enfim, a alma livre se rende ao encanto do outro e aceita unir-se em aliança para construir algo duradouro (1+5).
Os relacionamentos geram frutos, que precisam de proteção e carinho. A casa delimita o espaço e cria um ambiente controlado. A sensibilidade e o carinho conferem a cada objeto o direito de portar o sentimento que ele presenciou e aos poucos a casa se transforma em um Lar.
Os objetos impregnados das lembranças e sentimentos ganham sensibilidade (2 + 4), as formalidades e a rotina ajudam a estabilizar pensamentos e sentimentos e as paixões que se transformam em juras de amor eterno.
A rotina desenvolve os potenciais criativos e construtivos e traz prosperidade. E assim, a vida ganha sentimento e doçura, praticidade, alegria e realizações em perfeita parceria. As comemorações contagiam, e os relacionamentos com os amigos ampliam o desejo de construir uma sociedade melhor.
O romantismo tende a idealizar pessoas perfeitas, que só existem no coração, mas o que nos apaixona é na verdade aquilo que nos tornamos frente aquela pessoa e não a própria pessoa amada. E quando a máscara cai vemos a nós mesmos revelados no outro, e muitas vezes não gostamos do que vemos e passamos a critica-lo.
Os relacionamentos fazem surgir as diferenças e os conflitos interiores como espelhos projetados uns nos outros (3+3). O que antes estava guardado torna-se revelado e não há intimidade que o parceiro não saiba.
O medo da crítica e das fraquezas reveladas produz conflitos e desentendimentos, mas pode também trazer a harmonia e o entendimento sempre que o amor falar mais alto que o medo.
O divã do lar é mais poderoso que os consultórios dos psicólogos, que são procurados somente por aqueles que não souberam usá-lo.
A convivência com outro ensina a reciprocidade, mas isso exige primeiro que o ser aprenda a sintonizar sua natureza interna com a natureza do seu amado, o que requer uma dose de sacrifício de suas próprias necessidades para enxergar a dimensão do outro.
Os relacionamentos nos levam a realizar trocas. Talvez esta seja a primeira noção de justiça que aprendemos, pois sempre precisamos dar e receber alguma coisa para manter os relacionamentos vivos. A natureza tem nos mostrado que toda ação gera uma reação e que nada se perde, mas tudo se transforma.
É como em um jogo de frescobol, precisamos colocar a bolinha na raquete do parceiro e facilitar seus movimentos, assim ele vai gostar de jogar conosco. Em uma conversa também trocamos experiências, damos aquilo que temos ou sabemos e esperamos que o outro também nos dê algo em troca, que não apenas nos ouça, mas que nos devolva sua visão do assunto.
Enfim, temos a  forma aliada a sensibolidade (4+2) atuando como veículo para conduzir e dar direção às emocoes através dos sentimentos que geram os relacionamentos e os compromissos. Estes compromissos são alicercados em alianças  que dão origem a formação e sustentação da família.
É  o número da família e do amor pessoal, relacionando-se ao casamento, à vida doméstica e às responsabilidades de sustento do lar. Ele é o numero que melhor define a atitude matriarcal ou patriarcal, quando por amor, todo tipo de intromissões e de dominação, costuma justificar os excessos cometidos. Ele está, por isso mesmo, associado a teimosias e imposições de regras e padrões, com o intuito de se mostrar dono da verdade. Se o número 4 é o arquétipo da casa física, o número 6 simboliza com absoluta clareza, o lar e tudo que se relaciona com o ambiente de dentro de casa.

Número 7 – Perfeição, Ciência e profundidade

Uma força que une Razão e imaginação (4 + 3) leva o ser a investigação cuidadosa dos fatos, buscando distinguir o verdadeiro do falso.
A concentração de mente e coração torna as pessoas extremamente eficientes e realizadoras e disciplinadas, mantendo-se no caminho da investigação.
Sem a segurança do conhecido não seria possível nascer uma nova ideia, visto que ela não teria onde se sustentar, mas também sem esta natureza inovadora e criativa ficaríamos eternamente presos na mesmice e monotonia da repetição do ritmo, indo a lugar nenhum.
O conhecimento é a mais preciosa e encantadora das conquistas e desvendar os enigmas do universo torna-se a maior ambição. E tudo que se distancie da verdade perde atrativo, levando cada vez mais um distanciamento das imperfeições humanas levando a frieza e isolamento.
O conhecimento pode despertar a vaidade e o sentimento de superioridade sobre os demais, levando ao risco do uso deste poder para manipulação dos sentimentos alheios. (1 + 6), trazendo serias consequências, iludindo a mente e atrasando a própria busca da verdade.
Mas a sensibilidade aliada a flexibilidade (2 + 5) pode ser um caminho seguro para o aprofundamento nos relacionamentos humanos preservando seu mundo interior sem perder o contato com o mundo exterior.
Aqui vemos mais uma vez a forma como elemento estabilizador, agora dos pensamentos criativos (4+3). As formas pensamento, o simbolismo que expressa ideias através das formas, que busca a comprovação das ideias através de sua realização.
É  o intelectual, o perfeccionista, o pesquisador, o solitário e o místico. Ele pode ser o monge, que se refugia num templo, ou o cientista, que se tranca num laboratório. Ele é o estudioso das ciências físicas e das ocultas, a ligação perfeita entre ciência e espiritualidade. Ele é o sacerdote do templo, o educador universitário, o arqueólogo das ruínas da história e o cavaleiro em busca do Graal. Crítico da sociedade e eterno rebelde com o que está em desacordo, ele pouco fará de prático para mudar o que julga errado. O culto aos segredos e mistérios podem levá-lo à iluminação ou torná-lo um eremita e solteirão. Ele é o símbolo do peregrino, o viajante solitário, que caminha para dentro de si mesmo.

Número 8 – Justiça,  Equilíbrio e Eficiencia

“Eu te darei a chave de Davi, o que ligares na terra será ligado nos céus.”
O que está em cima é igual ao que está em baixo, ou noutras palavras, o que está dentro se reflete no exterior e a chave para desvendar os mistérios humanos reside na observação de suas escolhas e expressões.
Quando a mente se abre para aceitar o contraditório ampliam-se as possibilidades e caem as limitações impostas pelo preconceito permitindo ver os dois lados da questão e fazendo surgir uma visão integrada da realidade.
A riqueza de experiências cria uma massa crítica que ilumina a percepção da relação entre causa e efeito, tempo e espaço, como se uma terceira visão fosse possível unindo os opostos aparentemente contraditórios, reconciliando suas metades.
Ao lidar com a valorizacao dos bens e as transacoes como contas correntes, surge a percepcao da relacao entre causa e efeito, que desperta a necessidade de justiça e equilíbrio, que  torna-se agora a grande ambição inconsciente que move o ser em busca da eficiência e da realização pratica.
A valorização das coisas externas revela a necessidade de encontrar o equilíbrio entre os mundos internos e externos. A perspectiva agora é de uma conta corrente onde tudo pode ser traduzido em débitos e créditos, onde toda causa produz um efeito e todo efeito tem sua causa, e o que foi pego será pago pela lei da justa compensação.
É o símbolo do progresso, da eficiência na administração e no emprego adequado dos recursos disponíveis. Ele é um número que transcende o entendimento dos menos espiritualizados que o confundem com a ambição material e com as conquistas fáceis de dinheiro e poder. A mensagem contida neste número, ao contrário do que julga a maioria, revela que sem trabalho , honestidade e justiça, os ganhos e conquistas serão efêmeros, sendo perdidos com a mesma velocidade e facilidade com que foram conquistados. Ele é o símbolo do despertar da consciência para um universo maior do que os tesouros terrestres, é o infinito cósmico, quando é um 8 deitado.

Número 9 – Altruísmo, Responsabilidade e Humanitarismo

O irmão mais velho cuida de cada um e assim esquece de seus próprios males. Sua noção de família ganha dimensões sociais e sua principal preocupação é a cura dos sofrimentos alheios, reflexos das próprias limitações.
O senso de responsabilidade desperta a percepção que o mundo exterior contém mais de si mesmo do que seu pequeno universo interno. “E quem quiser ser o maior, que seja então aquele que mais serve”. E servindo aos outros ele serve a si mesmo, e curando os outros ele cura seus próprios males.
O nove também representa o termino, a conclusão e o amadurecimento.Temos a oportunidade de encerrar um ciclo, e começar outro um pouco mais fortes e sábios. É um tempo de morte e despedida, um tempo de crescimento e amadurecimento, um tempo de responsabilização pelos nossos próprios atos.
Mas sem os relacionamentos humanos não seremos capazes de compreender e desenvolver os relacionamentos espirituais. Se não amarmos as pessoas não seremos capazes de amar os mestres e a Deus.
E quanto mais cresce o amor pelas pessoas, mais aumenta o amor espiritual, porque não podemos oferecer aquilo que não temos, e se não somos capazes de amar aqueles que estão próximos e visíveis, como poderia um amor intangível prosperar e ser verdadeiro. Se não ligarmos o coração humano, não ligaremos o coração espiritual e toda caridade será incompleta.
É o irmão mais velho da humanidade, aquele que se preocupa tanto com os problemas alheios, que acaba por se esquecer de si mesmo. Ele é o humanitário, o altruísta e o despojado de vaidades e ambições. Nada o satisfaz mais do que ajudar o próximo a se libertar de suas fraquezas e prisões psicológicas. Se, por descaso ou descuido, ele tentar levar vantagem, em prejuízo de alguém, a consequência imediata e natural, não será outra senão as perdas e os prejuízos.
Esses são os números dos atributos humanos, que definem e identificam a humanidade terrestre. Os 7 primeiros já vêm sendo bem entendidos e razoavelmente desenvolvidos, através dos tempos. Eles representam, atualmente, estágios já alcançados pela raça humana. Os dois últimos, porém, por serem símbolos da conexão evolutiva do homem com o Cosmos, ainda terão de ser vivenciados e praticados com maior profundidade, antes de serem corretamente interpretados. Um dia, enfim, ninguém mais irá confundir o número 8 com ambição por dinheiro e poder, nem o número 9 será visto como um número de azar, relacionado à falta de sorte.
O estudo correto desses 9 números dá-nos o entendimento perfeito da história do planeta e dos seus figurantes, a humanidade terrestre.
Existem ainda duas outras classes de números que estudaremos mais a frente, que são os números Mestres e Números Karmicos. Os números Mestres representam méritos adquiridos e os números Karmicos representam erros e débitos a quitar, lembrando sempre que nada é absolutamente fixo, tudo depende da posição do mapa e somente um numerólogo experiente pode orientar.
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 * Imagem : http://www.empreendedoresweb.com.br

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