ASSIM NA TERRA COMO NOS CÉUS
“O que ligares na Terra será Ligado nos Céus”

Palestra realizada no dia 13/08/2016
“Quando orardes, dizei: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha a nós o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu. Lucas 11:2  E, como não podíamos convencê-lo, nos aquietamos, dizendo: Faça-se a vontade do Senhor. Atos 21:14”
E os evangelhos nos dizem ainda : “E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus. Mateus 16:19”.  “E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre: Apocalipse 3:7 
  
Nós construímos os céus pelas nossas atitudes. As coisas são nossos instrumentos para pescar ideias dentro de nós, e que usamos para alcançar novas perspectivas combinando com as realidades já conhecidas para abrir outras portas nos céus.

“Igualmente o reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, e que apanha toda a qualidade de peixes. Mateus 13:47”

Toda ideia é perfeita em si mesmo, como uma luz branca e pura, cuja expressão rouba parte desta perfeição na medida em que a diversidade dispersa a perfeição original. Por isso,  para estabelecer a verdade original é necessário uma continua mudança nas formas. A matéria deve pagar o preço da ideia para equilibrar a balança para que a ordem e a justiça permaneçam em equilíbrio.
A diversidade nos mostra as faces de Deus. Temos procurado onde ele não está, ou melhor, onde não podemos ver, pois cada flor, cada inseto, cada árvore, cada ser tem um pouco desta face e cada obra humana reverencia e expressa sua vida e seu poder.

Somos abelhas do invisível, sugamos desesperadamente o mel do visível para acumulá-lo na grande colmeia de ouro do Invisível.” (Rilke)
Um se fez três, que se fez milhões. Se mil tiverem uma reflexão sobre um tema, teremos mil perspectivas. E, portanto, não poderemos encontrar a ideia original sozinhos, precisamos da perspectiva dos demais. Que cada um cresça e se multiplique e encontre sua perspectiva única para que eu também possa encontrar a minha e assim possamos ver a luz.
 
Mas se a porta é estreita, nela deve passar apenas um desejo, uma ideia de cada vez. O homem rico não pode entrar no reino dos céus. Como poderia, se para lá nada pode levar e de lá nada necessita, pois está cheio de tudo.
  

 

O Homem rico é aquele que tem opinião formada para tudo. Isso não tem nada a ver com dinheiro. Sua mente está repleta de conhecimento e sabedoria, ele não precisa aprender nada. Ele pode até ouvir, mas não vai aprender nada, pois enquanto você fala ele fica alinhando o que está ouvindo com o que ele aprendeu e surpreendentemente ele concorda com você e até fortalece o que você diz com frases de efeito como se ele as tivesse dito primeiro. Ele nunca vai esvaziar o cálice.
Amado Nervo aconselha :
“Busca dentro de ti, a solução para todos os problemas, mesmo daqueles que julgares mais exteriores e materiais.
O Segredo está sempre dentro de ti,
Dentro de ti estão todos os segredos.
Seja para abrir um caminho na mata virgem,
Seja para levantar uma parede,
Seja para construir uma ponte,
Deves procurar, ANTES, o Segredo dentro de ti mesmo.
Dentro de ti estão estendidas todas as pontes,
Estão cortadas, dentro de ti, todas as silvas e lianas que fechavam os caminhos.
Todas as arquiteturas já estão construídas dentro de ti.
Indaga do arquiteto escondido dentro de ti mesmo; ELE te dará todas as fórmulas.
Antes de sair à procura do machado mais afiado, da picareta mais rija, da pá mais resistente,
ENTRA em ti mesmo e pergunta.”
“Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” Mateus 6:33

Um conselho sábio que contém um sutil alerta, porque buscar primeiro o machado afiado não nos levará ao êxito, mas para sair em busca de algo é preciso saber o que se quer. Ir aos céus sem saber o que buscar é como ir comprar algo no shopping e sair cheio de sacolas com coisas que não estávamos procurando ou precisando. Mas será que elas serão úteis naquele momento, ou apenas servirão para nos tirar do foco e retardar o nosso projeto?
Quando sabemos o que queremos vamos direto a loja certa, pedimos e recebemos exatamente o que precisamos e assim voltamos para nossa obra e a concluímos.

 

“Pede e Receberás, procura é acharás”

“Sob o influxo, as obras que empreenderes, terminarás, fugindo o engano rude.” (Versos Áureos de PitágorasLeia mais
Quando definimos um objetivo e começamos a trabalhar para ele, inicia-se um fluxo de energias e inspirações em nossa direção. Quando sabemos o que queremos e mantemos o foco, pedimos e recebemos a coisa certa, porque sabemos a parte que nos cabe no trabalho e descartamos aquilo que não precisamos.

 

Mas para ver a mensagem precisamos ignorar o carteiro e olhar apenas a o conteúdo. Se ficarmos distraindo a atenção não veremos a mensagem, muitas vezes escrita nas entrelinhas do cotidiano, que se confundirão com textos, sonhos e imagens fantásticas, mas sem nenhuma utilidade pratica para nosso projeto. Se julgarmos as situações segundo os valores que temos, perderemos a oportunidade de ver a mensagem que poderia abrir uma nova porta em nossa mente e nos propiciar uma nova perspectiva da realidade.
  
É esta habilidade de separar e focar as coisas que nos ensina a razão, a grande academia do espírito, que nos treina para construir a realidade dentro de nós mesmos a partir das coisas externas. Sob esta ótica não há ilusão na matéria, ela é apenas uma projeção das necessidades dos corações humanos, a cujos desejos são dadas formas.
Imaginemos uma bandeja dessas de forminhas de gelo, só que cada pequena divisãozinha contém gelatina liquida  cada uma de um sabor diferente. A gelatinas seriam as emoções e experiências, e as separações das forminhas seriam a nossa capacidade de separar, a razão. Se você balançar tudo os sabores se misturam e fica tudo sem graça e confuso. Se não tivermos esta capacidade de separar as experiências, manter firme as forminhas, as coisas se misturam e perdemos a sua capacidade de realização. Uma emoção desagradável por exemplo, toma toda a natureza da pessoa e impede que ela realize outras coisas. O empregado leva para casa seu aborrecimento, o trabalhador leva para a empresa seus problemas e assim por diante.
A razão separa para compreender e construir passo a passo, uma realidade de cada vez para aprender a lidar com as emoções e a diversidade, até que um dia o espirito seja capaz de “segurar todos os fios” mantendo unido e coerente seu universo pessoal e despertando a individualidade na diversidade.
Todo “gerente de projeto” precisa ao mesmo tempo de foco e capacidade de lidar com diversos processos simultâneos sem que um interfira no outro. Necessário ao espírito herdar da razão a habilidade de criar a separatividade e “departamentalizar” a mente. Separar as “pedras grandes” das “pedras pequenas”, adquirir capacidade de gerenciamento de tempo e recursos. Precisa manter equilíbrio nos relacionamentos pois são eles que nos ensinam a grande lei da justiça e equilíbrio através da reciprocidade.
Acredito que na perspectiva do amor Divino, não somos pecadores ou santos, culpados ou inocentes. Somos criaturas amadas, acariciadas pelo vento, aquecidas pelo sol, alimentados pelos vegetais e frutas, refrescadas pelos rios, pela chuva e pela brisa do mar. Somos sua presença viva no mundo e cada aventura nossa é cheia de sua onipresença. O seu imenso amor levou ao sacrifício da ausência para que esta presença interna permita que aprendamos a viver uma vida plena. Um pai grandioso precisa ocultar-se e diminuir-se para que seus filhos se tornem grandes, sem o peso de sua sombra. Assim também, todo mestre um dia terá que se sacrificar na ausência, para que seus discípulos ganhem notoriedade.
Nessa visão o universo é sustentado pela vontade Divina, que mantem a unidade cósmica sustentando as forças opostas como se estivesse segurando todos os fios que formam a vida, no topo da grande Hierarquia Espiritual.

Nossa vida é fruto do trabalho de muitos auxiliares que permanecem invisíveis aos nossos olhos por causa da nossa visão limitadora e do juízo de valores que fazemos. Muitas pessoas nos ajudam sacrificando seus desejos e vontades para nos atender. Outras se calam diante das nossas ofensas por compaixão conosco e que continuam a nos aceitar como seus amigos. E muitos continuam a colaborar conosco mesmo depois de algumas agressões. São verdadeiros mestres humanos, que não podemos ver pela nossa miopia. Mas um dia os veremos pois “Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece” Quem sabe temos o apoio de muitos outros auxiliares invisíveis, que nos ajudam em nossas tarefas, nos aconselhando e nos protegendo de erros, falhas e teimosias.

É hora de amadurecer e aprender a cuidar de si mesmo deixando de dar tanto trabalho aos auxiliares, retomando aos poucos os fios da sua vida, pegando de volta os seus “malabares” que eram suportados por tantos auxiliares. O amadurecimento leva a assumir a responsabilidade por sua própria vida, e nos capacita a também poder prestar alguma ajuda aos outros, pois somente quem pode cuidar de si mesmos pode de fato oferecer ajuda real. Nas instruções de voo nos aviões, sempre se recomenda que primeiro se coloque a sua mascara antes de oferecer ajuda a quem está do seu lado.
O pequeno príncipe passou por diversos pequenos planetas onde em cada um havia um único morador que tinha uma mania em particular. Um era Vaidoso, o outro Poderoso, outro ambicioso etc. Mas ao chegar a Terra se surpreendeu porque aqui tinha milhares de preguiçosos, milhares de vaidosos, milhares de ambiciosos.. todos juntos formando a grande confusão que é o nosso planeta. Isso significa que agora, que aprendemos cada lição em separado, é hora de unir tudo, pegar de volta os seus malabares que estavam sendo equilibrados pelos seus auxiliares e unir tudo que vivenciou isoladamente. Iniciativa e vontade; sensibilidade e resiliência para vencer resistências; criatividade e intuição; foco, disciplina e ritmo, cadencia e persistência para a construção da obra; transformação de formas e padrões,  mudança do ritmo para alcançar um novo patamar, relacionamentos e sintonia; investigação e busca da perfeição,  ambição para construir um novo projeto.

Somente o equilíbrio permite lidar com muitos desafios ao mesmo tempo sem descarregar nos outros seus problemas e emoções, mesmo vivenciando situações difíceis que exigem elasticidade e constantes mudanças de sintonia.

É de fato um desafio grandioso e requer um espirito maduro e disposto a encarar sua própria cruz, assumir a responsabilidade pelas suas atitudes e resgatar velhas contas que foram deixadas para trás. Por isso Jesus disse aos seus discípulos aos pés do monte quando relatavam suas experiencias : “Bem aventurados os que sofrem, bem aventurados quando vos caluniam.., porque vocês conhecerão a Deus”

 

 Aquele que deseja seguir o caminho da espiritualidade deve primeiro assumir a sua cruz e responder pelos seus próprios erros e acertos, entender o quanto deixou para traz algumas lições e dedicar-se a corrigir velhos erros.

“Se podes conservar o teu bom senso e a calma,
Num mundo a delirar, pra quem o louco és tu;
Se podes crer em ti, com toda a força d´alma,
Quando ninguém te crê;
Se vais faminto e nu,
Trilhando sem revolta um rumo solitário;
Se à torva intolerância, à negra incompreensão,
Tu podes responder subindo o teu Calvário.
Com lágrimas de amor e bênçãos de perdão;
Se podes dizer bem de quem te calunia;
Se dás ternura em troca aos que te dão rancor,
Mas sem a afetação de um santo que oficia,
Nem pretensões de sábio a dar lições de amor;
Se podes esperar sem fatigar a esperança; ... leia mais

 

(Trecho do Poema Se)

 

Temos a tendência a usar mal os princípios e talentos que herdamos e com isso aprender as lições pela metade. Se temos a liderança e poder, excedemos a força e a objetividade e expressamos agressividade ferindo as pessoas ou nos apropriando de direitos alheios.

Se temos sensibilidade, o principio oposto, nos tornamos magoáveis e frágeis, inseguros e extremamente emotivos e por conta disso nos refugiamos na dependência alheia.

Se temos a criatividade nos expressamos com riqueza e beleza nos perdendo em uma diversidade de ideias com pouco realização.

Quando diante da racionalidade nos tornamos materialistas e possessivos, rígidos e conservadores.

Os ventos das mudanças nos arrastam para aventuras e rompimentos com dores e sofrimentos alheios priorizando a liberdade aos compromissos.

Diante da experiência de romantismo nos entregamos as paixões e negligenciamos nossa identidade interna.

Diante do sagrado meditamos e nos aprofundamos na pesquisa e investigação de nossa natureza, e nos afastamos das pessoas levando uma vida reclusa.

Mas o caminho do meio, não é o meio do caminho, e sim a união integrada dos opostos em perfeita harmonia.

Bailar com o tempo como um pendulo, tempo de pensar e tempo de agir, tempo de pedir, tempo de receber, tempo de plantar e tempo de colher. Saber deixar a corda “esticar” sem arrebentar, esperar amadurecer, ouvir o ritmo e entrar em sintonia com ele, tornando-se uma engrenagem do Universo, pois o melhor dos resultados é obtido no fio da navalha, aquele ponto limite onde muitos desistem, o ponto de mutação onde age o sábio que exerce domínio de sua própria natureza.

Para toda ação há de haver uma reação para reajustar a ordem perdida, aquilo que está em cima, no plano da ideia é igual ao que está em baixo, no plano da expressão. A ideia pertence ao plano vertical e desce ao plano horizontal em um fluxo de realização em busca da perfeição ou verdade original.

Sem a justiça a vida seria uma grande confusão e não valeria a pena qualquer esforço para conquistar um objetivo. A vida lhe dá tudo aquilo pelo qual você verdadeiramente se esforça. Pede e receberás, procura e acharás. Mas pede com a alma, procura com toda a sua sede de encontrar, e trabalha com todo o seu ser construindo na terra aquilo que abrirá as portas para que você tenha o direito de receber esta graça. A lei é perfeita. Nada é dado de graça e toda ação produz uma reação. Assim os filhos de Deus podem se tornar mais fortes e crescer cada vez mais. A justiça nos leva a desejar o crescimento e a libertação.
A produtividade pode ser um processo de aprendizado e um círculo virtuoso. E quem a domina torna-se prospero em escala crescente para realizar e distribuir riqueza e benevolência. Plantar exige colher, e colher exige distribuir.  Daí vem a riqueza e o poder.
Mas pobre daquele que acredita que é o dono de alguma coisa, porque ignora o parceiro invisível, sempre presente a lhe guiar, e torna-se então escravo de Maya e cai no círculo vicioso da ambição desenfreada.
Nos admiramos com as coisas grandiosas que conseguimos como sociedade, como os meios de transporte, as comunicações, a tecnologia, as viagens espaciais, as grandes obras, as grandes conquistas da indústria e da ciência. Mas as vezes tudo parece uma grande loucura sem controle e nos perguntamos se não deveríamos ter permanecido na inocência e na pureza, se não deveríamos limitar a ambição que destrói matas e rios para construir estradas, pontes e hidroelétricas.
Foi desta loucura que nasceu a sociedade com toda sua organização, toda sua riqueza e majestade e despertou a ambição humana e produziu as injustiças e a concentração de poder e riqueza na mão de poucos e gerou tanta fome e violência.
Mas também foi ela quem fez nascer no coração do homem a solidariedade e amor pelo próximo e o sonho de um mundo grandioso e justo para todos.
Sem este poder não podemos alcançar e conceber a grandiosidade do universo, alcançar outros planos, e ficamos prisioneiros da confortável sobrevivência.

 

O que ligamos na terra ligamos nos céus. Com este poder dominado poderemos alcançar as alturas do mundo espiritual e transpormos os limites da matéria, podemos conservar nossa unidade mental e astral e a unidade do espirito.
A construção física nos leva a construção espiritual e nos permite entender a grandiosidade do universo de Deus. Sem a grandiosidade física não seriamos capazes de vislumbrar a grandiosidade cósmica.
Os caminhos tortos nos levam a todos ao topo das montanhas onde podemos vislumbrar a verdade e perceber que não ha nada de errado no universo. São apenas caminhos de cada um, atalhos escolhidos livremente para criar seu próprio universo e que a Justiça é a grande lei de amor.

 

SALMO 18 –  IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL
Na pequenina percepção do homem
Não se projeta o plano divinal
A construção do grande universo
Grandiosa terra
Grandioso céu
Milhares de anos
Deus preparou
E agora realizará
O seu Divino plano
Que aguardou
Milhares de anos
Deus preparou
É grandioso o plano divinal
Plano que agora vai se realizar
E a partir de pequenina forma
Através dela se concretizar

 

É Para você que as musicas foram feitas,
É de você que o salmista fala,
É você que está nas palavras sagradas,

O aposento da consagração é você,

 

O templo é você, a Igreja é você.
É sua historia que foi representada a mais de 2000 anos em Jerusalém,
Era você que nascia na manjedoura, 
É você que clama no deserto, 
São suas palavras que não voltarão vazias,
É você que carrega sua cruz.

Tire o grande ator do cenário e assuma o protagonismo de sua historia.

Fale as palavras que ele falou, adote-as como suas.
Leia novamente os textos sagrados e tudo ganhará um novo sentido.
Se você gostou deste texto, fique a vontade para compartilhar, comentar  e recomendar nosso Blog. 
 
 
Somos uma Escola que propaga as boas ideias e busca o Despertar da Consciência, ajudando a tornar as pessoas criadores de novas realidades. 

Nossa sede é na Rua Campos Sales, 38,  Tijuca Rio de Janeiro. Temos palestras públicas toda segunda feira as 19hs.