LEVANTE, DESPERTE, E NÃO PARE ATÉ ALCANÇAR A META!

Swami Vivekananda

Um gênio espiritual de grande intelecto e poder, que durante sua curta vida, 1863-1902, realizou intenso trabalho e dedicação a espiritualidade; Narendra Nath nasceu em 12 de janeiro de 1863 na família Datta de Calcutta. Desde Cedo o jovem Vivekananda abraçou as diversas filosofias agnósticas e científicas do pensamento Ocidental. Ao mesmo tempo o veemente desejo de conhecer a Verdade, levou-o a questionar os santos e sábios a fim de saber se afinal eles haviam visto Deus. 


Sua busca teve fim ao encontrar Ramakrishna, que lhe respondeu sem hesitar: “Sim, já vi Deus. Eu O vejo como vejo você aqui, só que mais claramente… Deus pode ser realizado. Pode-se vê-Lo e conversar com Ele, assim como o estou fazendo com você”. 

Torna-se então discípulo de Ramakrishna, que dissipou suas dúvidas, dando-lhe a visão de Deus e a mais elevada realização espiritual. O jovem Narendra vem então a ser conhecido como Vivekananda, o sábio e profeta que viria a divulgar a grande mensagem do Mestre.
 
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Vivekananda no Parlamento das Religiões em
Chicago em 11 de setembro de 1893

Depois da morte de Ramakrishna, Vivekananda renunciou ao mundo e peregrinou, como monge errante, por toda a Índia. Sentiu-se profundamente tocado pela riqueza espiritual de seu país, mas também pela extrema pobreza material de seu povo. Isso o levou a buscar ajuda material do ocidente para minorar esse sofrimento. Diante da oportunidade de representar o hinduísmo no Parlamento das Religiões de Chicago, em 1893, sentiu que esse era o momento de dar início à sua missão.

Em virtude da universalidade e do caráter inclusivo de seus ensinamentos, encontrou ampla receptividade de uma audiência que, por sua vez, estava ávida por ensinamentos espirituais genuínos e não dogmáticos. Assim, Vivekananda conquistou instantânea notoriedade na América do Norte. Por alguns anos divulgou a filosofia vedanta nos Estados Unidos e na Inglaterra. Em seu retorno à Índia, em 1897, fundou a Ordem Ramakrishna, cujo lema é: “Buscar a própria realização espiritual e servir a Deus no homem”.


SUA VIDA

Livro “O Que é Religião”.

Intodução de Christopher Isherwood ao Livro de Vivekananda 



A tendencia natural da mente de Vivekanada, assim como a de seu mestre, Ramakrishna, foi de elevar-se acima do mundo e esquecer de si mesmo em contemplação do Absoluto. Mas outra parte de seu ser sangra, com a igual visão do sofrimento humano no Oriente e no Ocidente. Esta característica de sua mente, raramente encontra um ponto de descanso, em sua oscilação entre contemplação de Deus e serviço ao homem. Ele escolheu ser desta forma, em obediência a uma alto chamado, servir ao homem é a sua missão na terra.

No curso de uma pequena vida de trinta e nove anos (1863-1902), na qual apenas dez foram devotados a atividade publica e nestes, dois, em agudo sofrimento físico(diabetes), ele deixou para a posteridade seus quatro clássicos: Jnana-Yoga, Bakti-Yoga, Karma-Yoga, e Raja-Yoga, todos os quais são tratados excepcionais de filosofia Indu. É importante ressaltar que Yoga significa reunir, no sentido de reintegrar o homem a Deus, ou para os Indus Brama. Assim Vivekananda nos especifica, dentre os diversos caminhos para esta reintegração a Divindade, quatro fundamentais; o do estudo, Jnana, o da devoção, Bakti, o da ação, Karma, e o da meditação, Raja.

“Swami Vivekananda, brilhante expoente da escola filosófica Vedanta, uma das seis e a mais elevada do sistema hindu, é um magnífico expositor da cultura hinduísta”





Auto-realização através do conhecimento

(Jnana-Yoga)

Primeiro, a meditação deve ser de natureza negativa. Pensai em tudo e analisai tudo quanto vier à mente pela pura ação da vontade. A seguir, analisai o que realmente somos – Existência, Conhecimento, e Bem-aventurança – Ser, Saber e Amar. A meditação é o meio de unificação do sujeito com o objeto. Meditai: Acima está cheio de mim, abaixo está cheio de mim, no meio está cheio de mim. Eu estou em todos os seres, todos os seres estão em mim Om Tat Sat, Eu sou Isso. Eu sou a existência acima da mente Sou uno com o Espírito do Universo. Não sou prazer nem dor. O corpo bebe, come, e tudo o mais, Eu não sou o corpo. Não sou a mente. Sou Ele. Eu sou a testemunha. Eu olho. Quando vem a saúde eu sou a testemunha. Quando vem a doença eu sou a testemunha. Eu sou Existência, Conhecimento, Bem-aventurança. Eu sou a essência e o néctar do conhecimento. Através da eternidade eu não me modifico. Sou calmo, resplandecente, imutável.

Auto-Realização através do domínio da Mente
(Raja-Yoga)

Raja-Yoga é uma ciência como qualquer outra. É a análise da mente, um reunir de fatos do mundo supersensório, para assim se construir o mundo espiritual. Todos os grandes mestres espirituais que o mundo conheceu, disseram: “Vejo e sei”. Jesus, Paulo, e Pedro, declararam todos sua percepção espiritual das verdades que ensinaram. A percepção é obtida pela Yoga Nem memória nem consciência podem ser a limitação da existência. Há um estado superconsciente. Tanto este como o estado inconsciente são privados de sensação, porém com uma enorme diferença entre si – a mesma diferença que existe entre o conhecimento e a ignorância. A concentração da mente é a fonte de todo o conhecimento. A Yoga ensina-nos tornar a matéria nossa escrava, como o deveria ser. Yoga significa “jugo” – “jungir”, isto é, juntar a alma do homem à Alma suprema ou Deus. Este nosso “eu” cobre apenas uma pequena consciência e urna vasta quantidade de inconsciência, enquanto sobre ele, e quase completamente desconhecida dele, está o plano superconsciente.
Através de prática fiel, camada após camada da mente se abre diante de nós, e cada ima dessas camadas nos revela um fato novo. Vemos como que mundos novos criados diante de nós, novos poderes são postos em nossas mãos, mas não devemos parar no caminho, nem permitir que fiquemos deslumbrados por essas contas de vidro, quando a mina de diamantes está à nossa frente.

Auto-realização através do serviço altruísta
(Karma-Yoga)

Os homens superiores não podem trabalhar, pois não há neles elemento compulsório, nem apego, nem ignorância. Conta-se que um navio passou rente de uma montanha de minério magnético, e as suas barras e parafusos foram todos arrancados por atração, desmantelando-se o barco. É na ignorância que prevalece a competição, porque somos todos, realmente, ateus. Os deístas verdadeiros não podem competir. Somos mais ou menos ateus. Não vemos nem acreditamos em Deus. Para nós, Ele é DEUS e nada mais. Há momentos em que pensamos que Ele está próximo, mas tornamos a cair. Quando O vedes, quem luta por quem? Ajudai o Senhor! Há um provérbio em nossa língua: “Teremos de ensinar ao Arquiteto do Universo como construir?.” Por isso os seres superiores da humanidade não trabalham. Da próxima vez que virdes essas frases tolas sobre o mundo e sobre como devemos ajudar o Senhor, ou fazer isto ou aquilo por Ele, recordai-vos disto. Não alimenteis tais pensamentos; são demasiado egoístas, Todo o trabalho que fazeis é subjetivo; é feito em vosso próprio proveito. Deus não caiu numa vala para que vós e eu O ajudemos a sair de lá, construindo um hospital ou qualquer coisa semelhante.
Ele permite que trabalheis. Ele permite que exerciteis vossos músculos neste grande ginásio, não para ajudá-Lo, mas para vos ajudardes a vós próprios. Pensais que nem uma formiga morreria se não a ajudásseis? Essa é uma blasfêmia das mais consumadas! O mundo não necessita absolutamente de vós. O mundo continua, e sois como uma gota no oceano. Uma folha não se move, o vento não sopra, sem Ele.
Bem-aventurados somos nós, que recebemos o privilégio de trabalhar para Ele, não de ajudá-Lo. Eliminai a palavra “ajuda” de vossa mente. Não podeis ajudar: isso é blasfêmia. Estais aqui à disposição d’Ele.  Quereis dizer que O ajudais? Vós Lhe rendeis culto. Quando dais um bocado de comida a um cão, rendeis culto ao cão como Deus. Deus é o cão. Ele é tudo e está em tudo. Temos permissão para render-Lhe culto. Mantende-vos nessa atitude reverente em relação a todo o universo, e então vi rã o não-apego perfeito. Este deveria ser o vosso dever. Essa é a atitude adequada de trabalho. Esse é o segredo ensinado pela Karma-Yoga.

 Auto-realização através do amor a Deus
(Bhakti-Yoga)

A melhor definição dada à Bhakti-Yoga está talvez resumida no verso: “Que o amor que os faltos de discernimento nutrem pelos fugazes objetos dos sentidos, jamais abandone este meu coração, que é o de quem Te busca!”  Sabemos quão forte é o amor que os homens, nada conhecendo de melhor, têm pelos objetos dos sentidos, como dinheiro, roupas, suas esposas, filhos, amigos, e propriedades. Como se agarram tremendamente a todas essas coisas! Por isso, na prece acima, o sábio diz: “Terei um apego assim – esse tremendo agarramento – mas somente em relação a TC. Esse amor, quando dado a Deus, é chamado Bhakti. Bhakti não é destrutivo. Ensina que nenhuma das faculdades que temos nos foi dada em vão, e que é através delas que encontramos o caminho natural para a libertação. Bhakti não mata nossas tendências, não vai contra a natureza, mas só lhes dá uma direção mais nobre e mais poderosa. Quando o mesmo amor dedicado aos objetos dos sentidos é dedicado a Deus, esse amor se chama Bhakti. O principal é desejar Deus. Só quando nos saciamos de tudo que aqui existe é que olhamos para o além, em busca de suprimento. Parai com os brinquedos infantis do mundo assim que puderdes, e então notareis a necessidade de algo para além do mundo, e virá o primeiro passo na religião.
Há uma forma de religião que segue a moda. Minha amiga tem tal mobília em sua sala; é moda ter um vaso japonês; portanto, ela precisa também ter um ainda que custe mil dólares. Da mesma maneira teremos uma pequena religião, e freqüentaremos uma igreja. Bhakti não é para essas pessoas. Isso não é desejar. Desejar é querer algo sem o qual não se pode viver., Desejamos respirar, desejamos alimento, desejamos roupas. Sem isso não podemos viver. Quando um homem ama uma mulher neste mundo, há momentos em que ele imagina não poder viver sem ela, embora isso seja um engano. Quando um marido morre, a esposa pensa que não poderá viver sem ele, mas vive, apesar de tudo. Esse é o segredo da necessidade. Algo sem o qual não se pode viver. Devemos ter esse algo, senão morreremos. Quando chegar a ocasião de assim nos sentirmos em relação a Deus, ou, em outras palavras, desejarmos algo para além deste mundo algo acima de todas as forças materiais, então poderemos tornar-nos bhaktas.

Adicionalmente a estes ensinamentos, ele proferiu inúmeras palestras, escreveu cartas inspiradas a seus muitos amigos e discípulos, compôs numerosos poemas, e atuou como guia espiritual para muitos buscadores, que vieram a ele afim de obter instrução. Ele também organizou a Ordem Ramakrishna de monges, a qual é a mais excepcional organização religiosa da Índia Moderna. Ela é devotada a propagação da cultura espiritual Indu, não apenas na terra natal do Swami, mas também na América e em outras partes do mundo.

Mas antes de fazer o seu voto de total renuncia, o voto de sannyasa, e tornar-se um monge, isto é um Swami, adotando o nome Vivekanada, ele se chamava Narendranath Datta, sendo mais intimamente chamado de Narendra ou Naren. Ele possuía, então, um forte racionalismo e uma obstinada vontade de conhecer a verdade. Sendo que, inicialmente, o seu lado racional o levou a se decretar agnóstico.

A propósito desta época o primeiro encontro, em Dakshineswar, entre o Mestre e Narendra foram momentos de grande importância. Sri Ramakrishna reconheceu instantaneamente seu futuro mensageiro. Narendra descuidado de suas roupas e aparência em geral, era muito diferente dos outros jovens que o acompanharam ao templo. Seus olhos eram impressionantes, parcialmente introspectivos, indicando uma meditação muda. Ele cantou algumas músicas com uma fluidez fora do comum, que vinha de toda a sua alma.

Quando a cantoria parou, Sri Ramakrishna inesperadamente agarrou a mão de Narendra e levou-o ao portal norte. Para o total assombro de Narendra, o Mestre falou com lagrimas escorrendo por seu rosto. “Ah! Você veio tão tarde. Como você pode manter-me esperando por tanto tempo. Ah! Como você pode vir tão tarde! Meus ouvidos foram quase queimados escutando a conversa barata de pessoas mundanas. Oh, como eu estive ansioso por aquele que vai entender o meu pensamento.” Então com as mãos entrelaçadas ele disse: “Senhor! Eu sei que você é o antigo sábio Nara, a encarnação de Narayana, nascido na terra para remover a miséria humana”. O Naren racionalista prestou atenção a estas palavras, mas como algo sem sentido, ou o jargão de uma pessoa insana. Ele estava quase desmaiado quando Sri Ramacrishna trouxe do seu quarto alguns doces e alimentou-o com suas próprias mãos. O Mestre, todavia, extraiu dele a promessa de visitar Dakshineswar novamente.



Os discípulos diretos de Sri Ramakrishna (Vivekananda ao Centro com cajado


Eles voltaram para o quarto e Naren perguntou ao Mestre: “Senhor, você já viu Deus?” Depois de momentos de hesitação, a resposta foi dada: “Sim, eu vi Deus. Eu vi ele assim como vejo você aqui, e o vi apenas mais claramente. Deus pode ser visto. Qualquer um pode falar com Ele. Mas quem se importa com Deus? As pessoas derramão torrentes de lagrimas por suas esposas, filhos, riquezas, e propriedade. Mas quem chora por Deus? Se alguém Chorar sinceramente por Deus, este pode vê-lo.”


O nome Vivekananda vem do sânscrito, e divide-se em duas partes, a primeira, Viveka, que significa discernimento, mais propriamente o discernimento da verdadeira realidade ou da realidade Divina, em detrimento a realidade ilusória dos sentidos. A segunda, Ananda, significa felicidade absoluta, ou a paz obtida por meio da Iluminação. Do que compreende-se; a Iluminação Interior a partir do Discernimento do Divino.

A personalidade inspiradora de Swami Vivekanada, foi bem conhecida tanto na Índia quanto na América, durante a última década do século dezenove e a primeira década do vinte. O desconhecido monge da Índia, derrepente, saltou para a fama no Parlamento das Religiões, realizado em Chicago em 1893, no qual ele representou o Induísmo. O seu vasto conhecimento sobre a cultura Oriental e Ocidental, como o seu profundo discernimento espiritual, eloquência fervente, conversação brilhante, grande simpatia humana, personalidade vivaz, e sua bela figura produziu um irresistível apelo para muitos Americanos que vieram encontrar com ele. Pessoas que viram ou ouviram Vivekananda apenas uma vez, apreciam sua lembrança depois de um lapso de mais de meio século.

Na América, a missão de Vivekanada foi a interpretação da cultura espiritual Indiana, especialmente quanto a Vedanta. Ele tentou um enriquecimento da consciência religiosa dos Americanos, através do ensinamento racional e humanista da filosofia Vedanta. Na América ele se tornou o embaixador espiritual da Índia e apelou constantemente por um melhor entendimento entre a Índia e o Novo Mundo, em prol de criar uma saudável síntese da religião e da ciência do Oriente e do Ocidente. Em suas próprias palavras:

O Cristão não precisa tornar-se um Hindu ou um Budista, nem um Hindu ou Budista se tornar um Cristão. Mas cada um deve assimilar o espirito do outro e ainda preservar sua individualidade e crescer de acordo com sua própria lei. Se o Parlamento das Religiões mostrou alguma coisa para o mundo, foi o seguinte: Ele provou para o mundo que santidade, pureza, e caridade não são posse exclusiva de nenhuma igreja no mundo, e que todo sistema produziu homens e mulheres de caráter elevado. Em face desta evidencia, se alguém sonha com a sobrevivência exclusiva da sua própria religião e a destruição das outras, Eu tenho pena dele do fundo do meu coração, e aponto para fora dele sobre a bandeira de toda religião, onde será escrito brevemente com ressentimento da resistência: “Ajuda e não Luta”, “Assimilação e não Destruição”, “Harmonia e Paz, e não Dissenção”.”

Inspiremo-nos nos ensinamentos de Vivekanada, para que possamos reunirmo-nos a divindade, isto é realizar a Yoga, através do estudo, Jnana, da devoção, Bakti, da ação, Karma, e da meditação, Raja 
Vivekananda não foi apenas um grande mestre com uma mensagem internacional; foi também um grande indiano, um patriota que inspirou seus conterrâneos até as gerações presentes. Mas é um erro pensar nele como uma figura política, mesmo no melhor sentido do termo. Ele foi, sobretudo, o jovem que devotou sua vida a Ramakrishna. Em última análise, sua missão foi espiritual, não tendo sido nem política nem mesmo social.

O plano de ação da Ordem Ramakrishna sempre se manteve fiel à intenção de Vivekananda. No começo da década de vinte, quando a luta da Índia contra a Inglaterra se tornou intensa e amarga, a Ordem foi duramente criticada por recusar-se a permitir a seus membros a participação no movimento de resistência pacífica, de Gandhi.
 
Gandhi, porém, nunca fez coro com essa crítica. Ele compreendeu perfeitamente que uma organização religiosa ao defender uma causa po-lítica — por mais nobre e justa que seja — só pode comprometer-se espiritualmente e, portanto, perde a autoridade que justifica sua existência na sociedade humana. Em 1921, Gandhi veio a Belur Math, no ani-versário de nascimento de Vivekananda, para prestar a ele seu tributo emocionado. Os escritos do Swami, disse Gandhi, o ensinaram a amar ainda mais a Índia. Visitou com reverência o quarto que se abria para o Ganges, onde Vivekananda passou os últimos meses de sua vida.

 Quarto de Vivekananda em Belur Math

Esse quarto pode ser visitado ainda hoje; é conser-vado exatamente como Vivekananda o deixou. Mas não parece um museu nem um aposento desocupado. Logo à direita encontra-se o quarto usado pelo Presidente da Ordem Ramakrishna. Estão ali, lado a lado, a autoridade humana visível e a presença inspiradora invisível. Em Belur Math, Vivekananda continua a viver e participar de suas atividades diárias tanto quanto qualquer um de seus monges.

De volta à Índia, Vivekananda era um homem muito doente; revelara que não esperava viver por muito mais tempo. Sentia-se, porém, feliz e tranqüilo. Parecia contente de poder relaxar da energia e ansiedade que consumiram seus anos de ação no mundo. Agora, almejava apenas a paz da contemplação. Pouco antes de deixar a América, escreveu uma bela carta a um amigo, extraordinariamente reveladora:

Estou contente por ter nascido, contente por ter sofrido tanto, contente por ter cometido grandes e graves erros, contente por alcançar a paz. Que meu corpo morra e me liberte, ou que eu encontre a liberdade enquanto ainda estiver no corpo, o velho homem se foi para sempre, para nunca mais voltar! Por trás do meu trabalho havia ambição, por trás do meu amor, personalidade, por trás da minha pureza, medo. Agora que se estão desvanecendo, flutuo.”


Há quem diga que a despedida de Vivekananda deste mundo, em quatro de julho de 1902, no Mosteiro de Belur, teve a aparência de um ato premeditado. Alguns meses antes ele começou a livrar-se de suas diversas responsabilidades e a treinar sucessores. Sua saúde havia melhorado. Tomou a refeição do meio dia com apetite, discutiu filosofia, caminhou cerca de três quilômetros. Ao cair da noite, entrou em profunda meditação e seu coração parou de bater. Durante horas procuraram reanimá-lo, mas aparentemente seu trabalho havia sido concluído e Ramakrishna lhe devolvera a chave do tesouro.

A melhor introdução a Vivekananda, porém, não é ler sobre sua vida, mas ler seus livros. A personalidade do Swami, com toda a força, encanto, coragem, autoridade espiritual, vigor e bom humor, com que impacto nos alcança por intermédio de seus escritos e anotações!

Este artigo foi baseado no livro: Vivekananda A Biography, by Swami Nikhilananda. Que pode ser encontrado no site   www.ramakrishnavivekananda.info .


    Trechos Extraídos do site  http://www.tattwa.org.br

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