“Decifra-me ou te Devoro“, Diz a esfinge da Personalidade para a Alma.

A Alma precisa aprender a dominar os animais incorporados em sua natureza, antes que possa bater as Asas do Espirito Soberano que nela habita e provar ser capaz de mergulhar no mundo e não ser tragado por ele.

Somos estas serpentes, leões, Touros, Escorpiões, Águias, Carneiros, Caranguejos, e outros tantos animais, que tem dirigido nossos instintos e influenciado o rumo de nossas vidas.

Temos inventamos estratégias de fuga, como comidas em excesso, fumo, jogos, drogas, amores, dinheiro, paixões, Poder, Empresas, amantes, divórcios, brigas, guerras e tudo quanto é especie de fuga,  para distrair nossa mente e nos afastar deste confronto interno, colocando nos outros e no mundo a culpa de nossos sofrimentos.

O que esperar de um mundo formado de Almas ainda dominadas pelos seus animais internos ?

Diz o velho proverbio, ” O Tolo segue sua estrela, o Sábio a domina”

Temos construído uma Sociedade dominada por estes instintos mais primitivos, e tudo que nela existe foi criado por nós e o mundo não será diferente até que sejamos senhores de nossas forças internas e nossa mente se ilumine para verdade Infinita.

Esta Luta para Libertar a Alma Humana é Gigantesca, as provas são duras para todos.

O prêmio da vitória é a elevação gradativa na escada do nível da consciência do individual para o Universal.

É pela experiência que se adquire o domínio, é errando que se perde o medo de errar e falhar. O fracasso pode ser um excelente professor, enquanto a vitória prematura muitas vezes enfraquece o ego.

Temos visto o grande e sofrido trabalho de Almas de Artistas (3), Almas Ciganas (14) ou mesmo de Almas Reclusas (7) que lutam para construir uma família (6) e aprender a aceitar criticas(3), se relacionar com as pessoas construindo laços duradouros, vendo seus tropeços e suas dificuldades.

Muitos outros exemplos nos mostram a grandeza das tramas das almas, que se utilizam suas personalidades para cumprir suas difíceis missões.  Quanto é difícil e lento este crescimento que é feito de pequenas experiências e grandes desafios, de forças que nos seduzem e nos movem para nos tirar da zona de conforto, embora teimemos em repetir velhos erros, pois preferimos o conforto do sofrimento conhecido do que a aventura do desconhecido.

Mas quem está neste circulo vicioso precisa de uma ajuda externa para enxergar a saída. Talvez quem tem um pouco de  conhecimento possa ajudar um pouquinho aqueles que precisam.

Mas como ajudar sem interferir no processo natural de sofrimento, “sem tirar a lagarta do casulo que a transformaria em borboleta” . Talvez a pessoa não precise vencer a prova, apenas passar por ela para adquirir experiência.

Acredito que futuro de nossa Humanidade é brilhante, porque já cometemos todos os erros e fracassos e as experiências de uns, servem a toda a humanidade. Os grandes lideres se foram e agora é nossa vez de seguirmos juntos este novo caminho ajudando-nos uns aos outros como irmãos.

Acreditamos que somos todos uma grande família humana, a alma da terra, o espírito de Gaia vivenciando experiências em consciências fragmentadas em busca da religação.

O sofrimento e as dores provem desta fragmentação e ilusão da separatividade.

O sentimento de isolamento leva ao egoísmo e a luta pela sobrevivência. A limitação da percepção do tempo e espaço na dimensão humana nos conduz ao desespero para agarrar a vida.

A expansão da consciência ao tempo e espaço Cósmico nos leva ao sentimento de coletividade e a nos sentirmos integrados a Alma planetária.

Diante desta percepção, as experiências dos outros são também nossas experiências, as dores, alegrias, vitorias e sofrimentos alheios são um patrimônio universal e loucura humana faz todo sentido.

“Amor, Amor, sempre em ti novos arcanos, mas Somente aquele que chega despertar, que tu és a própria Verdade, vê Justiça nos Atos dos Humanos”

O amor então não é mais um tolo sentimento romântico, mas uma compreensão da lei infinita e dos objetivos planetários e a percepção da Justiça Infinita.

Como disse o Mestre,  aquele que começa a abrir os olhos passa a amar com a mente, e não apenas com o coração, que se transforma  no ponto de convergência entre os dois hemisférios e une o visível ao invisível, a terra aos céus.