Colocamos toda nossa energia naquilo que acreditamos, e fazemos de má vontade aquilo que não acreditamos.

Algumas crenças  sao limitantes e prejudicam nossa caminhada rumo aos nossos objetivos, enquanto que outras sao estimulantes e facilitam e abrem portas incentivando nossas ações positivas.


Independentemente de ajudar ou dificultar, sob a ótica universal, toda  crença pode ser vista como um fator limitante.

Para o homem comum estes limites são como as margens de um rio, que ajudam a manter o foco e a direção na vida.


Mas aquele que busca a liberdade já não se contenta mais com estes artifícios do inconsciente e deseja mergulhar no Oceano infinito do saber.


Muito mais do que limitar nossas ações, nossas crenças limitam e demarcam o nosso universo pessoal e a nossa capacidade de enxergar as coisas.

Até onde vai esta limitação ?


Até onde podemos afirmar que aquilo que acreditamos é real ou fruto apenas de nossa miopia ?


De acordo com estudos  da física quântica o observador modifica a coisa observada, segundo suas expectativas e crenças.


Sendo assim, será que não moldamos um universo só nosso para confirmar nossa crença e nos mantermos seguros ?


Poderíamos dizer  então que somos as nossas crenças ?


Através de nossas crenças limitamos a realidade infinita e formamos  nossa individualidade  e  identidade, como se  desenhássemos um circulo em torno de nós, definindo nossos comportamentos dentro e fora deste circulo.

Para aumentar nossa segurança e fortalecer a espessura destas linhas delimitadoras, buscamos adesão a nossa crença em outros indivíduos, para ter  a sensação de que temos a verdade.

Ajudamos assim a construir o inconsciente coletivo com indivíduos que se aliam aderindo e alimentando crenças comuns.

Vivemos todos em um mundo delimitado por pálidas sombras da verdade infinita.  

A medida que a luz de novas percepções vai clareando  estas sombras  mudamos nosso comportamento, expandindo nossa visão.


Conhecerás a Verdade e a verdade voz libertará.


Seja pela experiência, seja pela reflexão, seja mergulhando no oceano do inconsciente, fazemos escolhas, quebramos velhos paradigmas e ampliamos nossa visão.

Buscamos a verdade absoluta, mas parece que ela esta fora do alcance do individuo comum, pois este não quer abrir mão do circulo limitador das crenças.


Eliphas Levy em seu livro, A chave dos grandes Mistérios   , nos diz ao seu modo  “Aquele que crê não sabe, pois quem sabe não precisa crer “


Mesmo o Sábio ainda não alcançou a verdade absoluta, embora sua visão seja mais clara e luminosa.   

Segundo a  física quântica, no universo  todas as possibilidades ocorrem em simultâneo, mas diante do observador e sua consciência sempre catalisam apenas uma destas possibilidades. 


O tempo e o espaço existiriam simultaneamente em todas as suas possibilidades, fora do alcance  da consciência humana.


Mas aos elétrons é permitido orbitar simultaneamente infinitas posições zombando do tempo e do espaço, mas o homem está condenado a fazer escolhas porque vive na dimensão da linearidade.

Como no quadro em que Moisés tem diante de si duas taças  e tem que fazer uma escolha.
Uma contem vinho branco e outra veneno.   Mas Moises podia enxergar além das aparências e fazer uma boa escolha.


Para o homem, sempre  haverão escolhas.   Toda escolha implica uma renuncia.
Diferentes caminhos em um gigantesco labirinto onde existe uma só saída mas muitas formas de chegar la.


Algumas mais curtas e mais fáceis e outras mais longas e penosas.  Caberá  a cada homem aprender a encontrar uma luz  para lhe ajudar nestas escolhas.
No jogo da vida Sempre existem os “universitários”, mas precisamos aprender  a decifrar  suas mensagens e entender sua linguagem.


A caminhada se torna mais fácil para quem  aprende a buscar ajuda superior.

Para isso precisa  desenvolver  sua harmonia interna e aceitar as regras da harmonia universal.

Dos Mestres no chegam um conselho sábio.


“Agindo em estreita colaboração com os auxiliares invisíveis, fazendo sua parte, e trabalhando de forma persistente para vencer as dificuldades,  poderá aos poucos vencer suas próprias limitações e expandir suas possibilidades removendo um a um  os obstáculos que colocastes em suas vistas pelas falsas crenças que alimentastes.


Chegará um dia em que restará apenas um pequeno véu, que poderá ser então  removido pelo teu Mestre.”